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Operadores de desminagem são capacitados em seminários

A cidade da Gabela, município do Amboim, província do Kwanza-Sul acolhe desde o dia 22 o curso relativo a actualização da informação sobre minas terrestres em Angola, no quadro do projecto de pesquisa não técnica de actualização.

A cidade da Gabela, município do Amboim, província do Kwanza-Sul acolhe desde o dia 22 o curso relativo a actualização da informação sobre minas terrestres em Angola, no quadro do projecto de pesquisa não técnica de actualização.
O curso é promovido pelos membros da Comissão Nacional Intersectorial de Desminagem e Assistência Humanitária (CNIDAH) e conta com a participação de 21 técnicos de Organizações Não Governamentais, nomeadamente “Club de Jovens da Huíla”, “Kassanje Desminagem” e “Apacominas”.
Durante o curso, os técnicos das ONGs que operam ao nível do país estão a receber conhecimentos sobre matéria geral de minas em Angola, educação sobre risco de minas, desafios e oportunidades, planeamento, sistema de acção contra as minas e noções sobre a base de dados da Comisaão de Desminagem, técnicas de entrevistas e recolha de informação e sobre navegação e seus respectivos instrumentos.
Os técnicos das operadoras de desminagem vão aprender, ainda, matérias ligadas à pesquisa e impacto de minas, preenchimento dos formulários, pesquisa não-técnica e critérios de mapeamento, primeiros socorros, preparação para o trabalho de campo, elaboração de relatórios narrativos sobre progressos e situacionais e planificação metodológica final.
Ao longo da formação, os cursandos vão ser submetidos a testes teóricos e práticos e aulas simuladas, como apurou o Jornal de Angola.
A técnica de planeamento e formadora da CNIDAH, Josefa Carla Ferraz, disse que a formação se enquadra na antecâmara de acções para a segunda fase do programa de desminagem em Angola que passa, necessariamente, por se saber da real situação dos campos de minas em Angola e dos meios técnicos e humanos a utilizar.
“Estamos a realizar este curso com os técnicos das operadoras de desminagem que intervêm no nosso país, como forma de juntarmos sinergias em torno do processo de desminagem em Angola. Temos de saber quantos campos de minas temos, quais e quantos os meios necessários para a sua remoção”, esclareceu.
Josefa Carla Ferraz fez saber que as operadoras de desminagem, sendo os parceiros do Governo, devem contribuir para que o território angolano seja livre de engenhos explosivos e objectos não detonados.

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