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Pavilhão de artes e ofícios garante formação a jovens

Casimiro José|Sumbe

O pavilhão de artes e ofícios em funcionamento desde 2008, já formou, no município da Conda, 700 jovens, de ambos os sexos, em informática, electricidade, alvenaria e carpintaria, disse, ontem, ao Jornal de Angola, o chefe do centro.

Estão a ser ministrados vários cursos de artes e ofícios no âmbito do programa de combate ao desemprego no Kwanza-Sul
Fotografia: Jornal de Angola

O pavilhão de artes e ofícios em funcionamento desde 2008, já formou, no município da Conda, 700 jovens, de ambos os sexos, em informática, electricidade, alvenaria e carpintaria, disse, ontem, ao Jornal de Angola, o chefe do centro.
Albino Manuel afirmou que mais de metade dos jovens formados já conseguiu emprego nos sectores públicos e privados do município da Conda. Para dar resposta às expectativas dos jovens da região quanto aos ofícios mais solicitados pelo mercado de trabalho, os responsáveis do pavilhão promoveram um inquérito, cujos resultados apontam para a necessidade da abertura do curso de mecânica.
Este ano estão inscritos 128 formandos, de ambos sexos, maioritariamente nos cursos de mecânica, electricidade, informática e alvenaria. As aulas são ministradas por cinco formadores.
Outra aposta, referiu o responsável do centro, é a introdução, nos próximos tempos, do curso de formação pedagógica, em parceria com a direcção provincial da Educação, Ciência e Tecnologia.
 É urgente a formação pedagógica na região, disse, devido à falta de professores, sobretudo no meio rural.  O recrutamento de professores noutras localidades da província, frisou, muitas vezes não satisfaz as necessidades, pois passado pouco tempo, pedem a transferência para as áreas de origem, ficando as crianças sem aulas.
 Albino Manuel lamentou que a falta de ferramentas de trabalho faça com que os recém-formados tenham dificuldades de mostrar na prática tudo o que aprenderam, o que dificulta a inserção no mercado de emprego.
Outra questão que também preocupa os responsáveis do centro é a avaria constante dos computadores, por falta de manutenção.
César Anacleto, aluno de mecânica, mostrou-se satisfeito por ter conseguido ingressar no centro de formação, revelando que o sonho é tornar-se formador para os jovens da região adquirirem habilidades que lhes permitam competir no mercado de trabalho. Virgínia Samuel, 18 anos, também escolheu a mecânica porque “há muito sonhava competir em pé de igualdade com os homens”. “A mecânica não é só a reparação de carros, mas também de geradores, motorizadas, moto-bombas, tem um raio de acção grande”, disse.

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