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População deve privilegiar a prevenção

Victor Pedro | Sumbe

O chefe do Instituto de Serviços de Veterinária do Kwanza-Sul, José Bonifácio Sucumula, alertou a população para ter cuidado com os animais vadios, de modo a prevenir os casos de raiva.

Autoridades sanitárias do Kwanza-Sul apostam cada vez mais em campanhas de vacinação para prevenir aumento de casos de raiva
Fotografia: Jornal de Angola |


O apelo foi feito durante uma palestra dirigida aos docentes e estudantes do Instituto Superior de Ciências de Educação do Sumbe (ISCED), com o objectivo de mobilizar e sensibilizar a comunidade académica para divulgar mais a problemática da raiva.
José Bonifácio Sucumula explicou que foi a partir de 2006 que várias organizações de Saúde no mundo se reuniram para criar meios de pesquisa sobre a origem da raiva, veículo de transmissão, formas de prevenção e políticas de controlo. A raiva, segundo o responsável, é transmitida pelo vírus” hidrófila”, através da mordedura profunda e lambedura feita por um animal afectado com raiva e a transmissão pode ser feita ao animal ou pessoa, com base na saliva, reconhecendo que se trata de uma doença mortal caso os cuidados primários não sejam tomados com precaução imediata.
José Bonifácio Sucumula, que também é médico veterinário, esclareceu que o período de incubação pode variar em função de vários factores, principalmente da gravidade e do sítio da mordedura.
“Em média, varia de três a oito semanas após a exposição, tanto nos humanos como nos animais domésticos e selvagens, embora já tenham sido detectados casos de períodos de incubação muito mais longos que podem atingir até seis anos”, explicou.
O orador disse que uma das medidas a ter em conta para conter a raiva passa pela vacinação anual de cães e gatos, assim como o isolamento dos animais suspeitos. A campanha de vacinação contra a raiva deve ser bem planificada de acordo com o número de animais, doses a aplicar, equipas envolvidas, postos de vacinação e materiais utilizados durante a campanha.
Os integrantes das equipas devem ser previamente treinadas e o trabalho de imunização dos animais deve ser devidamente informado à população.
José Bonifácio Sucumula informou que durante o primeiro trimestre deste ano a província do Kwanza-Sul registou, nos municípios do Cassongue, Cela (Waku Kungo) e Quibala, seis casos de mordeduras
Promovido pelo Instituto dos Serviços Provinciais de Veterinária do Kwanza-Sul, a palestra, que foi muito concorrida, decorreu sob o lema “O que fazer para que a raiva seja coisa do passado”.

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