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Populações da comuna da Sanga aguardam arranjo das estradas

Casimiro José | Wako Kungo

A população da comuna da Sanga, no município da Cela, vive parcialmente isolada devido ao estado em que se encontram as vias de acesso. Apesar de se tratar de uma zona de grande potencial agropecuário, os seus habitantes não conseguem escoar os produtos para os outros mercados, ao mesmo tempo que sofrem com as dificuldades de abastecimento.

Muitos jovens da localidade emigraram em busca de melhores condições de vida
Fotografia: Casimiro José|Wako Kungo

A população da comuna da Sanga, no município da Cela, vive parcialmente isolada devido ao estado em que se encontram as vias de acesso. Apesar de se tratar de uma zona de grande potencial agropecuário, os seus habitantes não conseguem escoar os produtos para os outros mercados, ao mesmo tempo que sofrem com as dificuldades de abastecimento.
Apesar destes e outros condicionalismos, as autoridades municipais e comunais têm feito trabalhos paliativos e esforçam-se por resolver os principais problemas que a localidade enfrenta. Assim, já foi construído um posto de saúde e um centro médico e uma escola de construção definitiva está em fase de conclusão.
O administrador comunal da Sanga, José Muhongo, disse que, apesar da situação crítica da estrada, muitas coisas vão continuar a ser feitas.
Das acções já levadas a cabo, apontou as obras de construção do sistema de captação e distribuição de água potável, a entrada em funcionamento de um novo centro de saúde e a construção de uma escola para o I ciclo. José Muhongo avançou que existem na Sanga um total de 67 fazendas agrícolas, mas destas apenas 20 trabalham a meio gás, o que dificulta a vida aos jovens, que não conseguem arranjar emprego nestas condições. Para obterem sustento, muitos habitantes dedicam-se à produção de carvão, através do abate de árvores, o que constitui um perigo para o equilíbrio ambiental.
Outra situação preocupante é o facto de muitos jovens emigrarem em busca de melhores condições de vida.  Os sectores da Educação e Saúde vivem grandes dificuldades, devido à falta de infra-estruturas e de pessoal técnico.
 No ensino, estão em funcionamento oito escolas de carácter provisório, sendo que 96 professores asseguram as aulas para 4.162 alunos, desde a iniciação à nona classe. Por falta de professores e de escolas, 3.100 crianças em idade escolar estão fora do sistema de ensino. Quanto ao sector da saúde, a comuna tem em funcionamento cinco postos e um centro de saúde construído de raiz, e 18 enfermeiros.
As principais doenças que assolam as populações são a malária, as respiratórias e diarreicas agudas, infecções urinárias, parasitoses e gastrites. A comuna da Sanga tem uma superfície de 2.762 quilómetros quadrados e uma população calculada em 32.127 habitantes, distribuídos por 56 bairros e cinco embalas.

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