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Porto Amboim registou diminuição de casos de infectados por VIH/Sida

Manuel Tomás | Porto Amboim

Os serviços de saúde do município de Porto Amboim, na província do Kwanza-Sul, registaram, durante o primeiro semestre deste ano, uma redução considerável de casos de VIH/Sida.

Em todo o país têm sido realizadas campanhas de sensibilização contra a discriminação
Fotografia: Jornal de Angola

Os serviços de saúde do município de Porto Amboim, na província do Kwanza-Sul, registaram, durante o primeiro semestre deste ano, uma redução considerável de casos de VIH/Sida.
O chefe da repartição municipal da Saúde, Fernando Troco, referiu ontem que o Centro de Aconselhamento e Testagem Voluntário (CATV) do VIH/Sida, em Porto Amboim, realizou, nesse período, 144 testes, dos quais seis positivos.
Aquele responsável disse que, apesar da redução do número de pessoas infectadas com VIH/Sida, a instituição está preocupada com uma série de indivíduos que passam pelo CATV, são aconselhados a tomar os anti-retrovirais, mas evitam o tratamento para esconder o seu estado serológico.
Fernando Troco realçou que estas pessoas não precisam de proceder assim, uma vez que o VIH/Sida é uma enfermidade como qualquer outra, diferente apenas por ainda não ter cura. “Os que assim não pensam fogem ao tratamento e acabam por morrer”, lamentou.
A localidade de Porto Amboim possui um hospital de referência com capacidade de 85 camas, uma pediatria com 20 camas, serviços de medicina, clínica geral, maternidade, raio X, laboratório, ortopedia, entre outras dependências. Para garantir estes serviços, disse o responsável, a localidade conta com 18 médicos, dos quais quatro nacionais, de diversas especialidades, coadjuvados por 74 enfermeiros, número insuficiente para dar resposta à procura.
Nos próximos dias, o município, que controla, no total, 17 unidades sanitárias, vai registar um crescimento de instituições clínicas, com a entrada em funcionamento de um centro materno infantil, que terá capacidade de 30 camas.
Fernando Troco lamentou ainda o facto de em cada posto de saúde funcionar apenas um enfermeiro. Quando este técnico se encontrar adoentado ou impossibilitado de estar de serviço por outro motivo, os pacientes ficam sem assistência.
Recentemente, a província realizou um concurso público para ingresso de novos funcionários no sector, mas a municipalidade conseguiu apenas cinco enfermeiros, o que tem criado alguns transtornos para a localidade.
O chefe de repartição municipal da Saúde apontou a malária, as doenças diarreicas e respiratórias agudas, a tuberculose, a febre tifóide e VIH/Sida como as mais frequentes na localidade, que é muito árida e carece de água potável.

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