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Pouca chuva preocupa os agricultores

Victor Pedro | Sumbe

A escassez de chuva na comuna de Quicombo, Cuanza Sul, pode comprometer a presente campanha agrícola, lançada em Outubro no município do Seles, admitiram os camponeses locais.

Para quem depende única e exclusivamente do que a terra dá a falta de chuva constitui uma das grandes preocupações
Fotografia: Daniel Benjamim |

Na zona não chove desde a segunda quinzena de Novembro, situação que os camponeses consideram preocupante e temem que as culturas sejam afectadas, comprometendo todo um processo que pode contribuir para a fome em muitas famílias que dependem essencialmente dos produtos do campo. 
A camponesa Imaculada José disse que a falta de chuva tem tirado o sono dos homens do campo, uma vez ter sido já preparado as terras e lançadas as sementes.
Além da falta de chuva que pode pôr em causa a presente época agrícola, os camponeses  da comuna debatem-se com a falta de materiais de irrigação, como electrobombas para tirar aa água do rio para os campos, mangueiras e combustível para abastecer as máquinas.
A outra preocupação manifestada por Imaculada José tem a ver com as constantes falhas na aquisição dos produtos do campo, através do PAPAGRO. Assim desce o rendimento económico das famílias, porque não conseguem escoar os excedentes. Apesar dos constragimentos, a camponesa reconheceu o empenho do Executivo na materialização de programas de incentivo à agricultura, criados para reforçar e desenvolver a economia no mundo rural, como forma de combater a pobreza.
Os programas têm contribuído, através do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), na entrega de sementes e ferramentas agrícolas aos camponeses organizados em cooperativas.
Angelina Martins, camponesa, quer mais celeridade na aquisição dos produtos por parte do PAPAGRO para evitar as dificuldades. Domingas de Carvalho, vendedora de produtos agrícolas  há quatro anos, está satisfeita pelo facto da administração comunal ter construído um mercado rural destinado à comercialização de produtos: “Penso que desta forma o Governo esta a ajudar a população a ganhar o hábito de comercializar os produtos em locais seguros e limpos”, disse.

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