Províncias

Poucos casos de violência

Víctor Pedro | Sumbe e Manuel Sousa | Namibe

Na província do Cuanza Sul houve 217 denúncias de casos de violência doméstica no primeiro trimestre deste ano, uma ligeira diminuição em relação aos 229 casos ocorridos em igual período do ano passado, disse ao Jornal de Angola a chefe do departamento para a Política da Família na província.

Inácia Eduardo disse que os casos registados se prendem com ofensas morais, corporais, abandono do lar, fuga à paternidade e incumprimento da mesada. Esta redução de denúncias, referiu, deve-se à aprovação da Lei que está em vigor e que pune os prevaricadores e sensibiliza a sociedade para a mudança de mentalidade e para uma convivência harmoniosa, entre famílias.
Inácia Eduardo explicou que a falta de diálogo entre o casal tem sido uma das causas da violência doméstica, tal como o desemprego, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e a droga.
 Para a combater, as autoridades devem adoptar medidas eficazes, cujo impacto se reflectida junto das famílias.
Para Inácia Eduardo, a redução da violência não passa apenas por decretos, mas também pelo compromisso de todas as forças vivas que desejam ter uma sociedade sã e com famílias harmoniosas. “Sugiro que sejam realizadas campanhas de sensibilização, nas quais se devem abordar as causas e efeitos contra a violência doméstica.
 Penso que só assim damos passos seguros para, de uma forma geral, combatermos este mal que cria muitas divisões entre as famílias”, salientou. A Direcção Provincial da Família e Promoção da Mulher está a desencadear acções com apoio directo dos parceiros sociais, como igrejas, ONG e associações, no sentido de sensibilizar a população sobre as causas de violência doméstica, sobretudo nas aldeias.

Comité especial

O Governo Provincial do Namibe criou um comité multissectorial para a reforçar o combate à violência doméstica.
A comissão, criada por decisão tomada na mais recente sessão ordinária do Governo Provincial do Namibe e coordenada pela vice-governadora Maria dos Anjos Mahove, vai numa primeira fase fazer o levantamento da situação para definir modos de actuar.
Na reunião na qual foi tomada a decisão, destinada essencialmente a analisar a situação politica, económica e social da província, também foi discutido o programa de formação de técnicos de saúde e líderes comunitários, formas de prevenção e gestão do ébola, além de ter sido resolvido intensificar as campanhas de sensibilização.

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