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Prejuízos nos bairros devido às enxurradas

Manuel Tomás | Sumbe

A forte chuva que se abateu sobre a cidade do Sumb provocou o desabamento de uma casa no bairro do Caboqueiro que causou a morte a uma criança e ferimentos a outros três membros da mesma família, além de danos materiais.

Uma das ruas alagada pelas enxurradas
Fotografia: Santos Pedro

A forte chuva que se abateu sobre a cidade do Sumb provocou o desabamento de uma casa no bairro do Caboqueiro que causou a morte a uma criança e ferimentos a outros três membros da mesma família, além de danos materiais.
 O comandante provincial de Protecção Civil e Bombeiros, Conceição Dias, informou que no Bairro das Salinas também desabaram 28 casas. Uma criança de sete anos morreu e muitas famílias ficaram sem tecto.
 A maior preocupação dos serviços de Protecção Civil e Bombeiros é com as moradores das imediações do rio Cambongo, porque as intensas enxurradas que ocorrem no interior da província, estão a provocar o aumento do caudal nas proximidades da foz e o leito transbordou causando inundações que afectaram o Bairro da Praia, Bairro Novo e Bairro das Águas, por se localizarem na margem do rio.
 Várias brigadas foram lançadas no terreno para prestar socorro aos sinistrados. O pastor Rafael, da Igreja Evangélica da Fé e Libertação, residente há mais de dois anos no Bairro das Águas, disse que a chuva fez desabar o seu templo. “Preciso que o Governo Provincial nos arranje um lugar onde possamos edificar outra igreja, visto que todo o património se estragou”, disse o pastor Rafael.     
Ana Lídia, moradora no Bairro das Águas há cinco anos, disse que nunca houve uma situação tão grave devido às inundações: “este ano tem chovido mais do nos anos anteriores”.
O Administrador municipal do Sumbe, Sebastião Daniel Neto, está cansado de pedir aos munícipes para não construírem casas em locais de perigo, como valas de drenagem das águas residuais, nos sopés, nas margens do rio e em sítios não autorizados. Mas estes apelos têm sido ignorados, razão pela qual os bairros que nasceram na margem do rio Cambongo todos os anos são afectados com as cheias.

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