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Produção de café em relançamento

Casimiro José |Mussende


A Associação Angolana para o Desenvolvimento (AAD), em parceria com a Oikos, da Alemanha, vai desenvolver o projecto de relançamento da produção de café arábica no município do Mussende, Kwanza-Sul, juntando-se ao de Cassongue, que já alcançou metas animadoras nesta área. Para a concretização do projecto, foram identificadas 16 comunidades.   

A província do Kwanza-sul é uma das que mais já produziu café para exportação
Fotografia: Santos Pedro

A associação angolana para o desenvolvimento (AAD), em parceria com a Oikos da Alemanha vai implementar o projecto de relançamento da produção de café arábica no município do Mussende, Kwanza-Sul, juntando-se ao do Cassongue, que já alcançou metas animadoras nesta área.
Para a concretização do projecto, aprazado para o primeiro semestre de 2011, foram identificadas 16 comunidades que o vão integrar e os financiamentos estão garantidos pelo Ministério da Cooperação Internacional do governo Alemão (BMZ).
De acordo com o director da AAD no Kwanza-Sul, Albino Chicale, o clima da região de Mussende adapta-se à cultura do café arábica e, por isso, a AAD pensou apoiar os camponeses locais que carregam experiências dos seus antepassados. “A cultura do café é de fácil adaptação no município do Mussende porque o clima é favorável. Reunimos os líderes das comunidades da região e a nossa ideia foi aplaudida com atenção. Por isso, no próximo ano vamos implementar o projecto”, referiu.

Resultados do projecto Café

Albino Chicale garantiu ao Jornal de Angola que, desde a implementação do projecto no município de Cassongue já foram colhidas 50 toneladas de café “em coco”, o que equivale a 17 toneladas de café comercial, nas variedades de “katuen” e mundo novo, este último de período longo.
O projecto envolveu 512 famílias espalhadas em 23 comunidades. Foram estabelecidas 416 mil plantas, numa extensão de 226 hectares no sector familiar. Estão em viveiros 71 mil plantas que vão ser estabelecidas no terreno a partir de Novembro, aproveitando as chuvas que se abatem na região.

Falta de concorrência

A falta de concorrência de potenciais compradores do café está a provocar queda do preço do café a nível da província.
Contudo, a direcção-geral do Instituto Nacional do Café pensa inverter o quadro com a colocação de uma indústria de transformação no local. Assim, disponibilizou equipamentos para a instalação de um descasque móvel que aguarda a sua montagem nos próximos dias.
O director da AAD defende que a falta de transformação do café condicionou o preço pelos compradores, mas acredita em dias melhores.
Apelou no sentido de as famílias camponesas envolvidas na cultura do café se empenharem cada vez mais, sublinhando que se todos apostarem na produção de qualidade, os preços vão aumentar e com isso maiores rendimentos terão os produtores.
De recordar que o preço do quilo de café em coco está cotado em 60 kwanzas.

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