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Projectos sociais centralizam atenção da administração

Manuel Tomás |Sumbe

A administração municipal do Ebo vai apostar este ano na concretização das acções constantes do programa de desenvolvimento integrado de combate à fome e pobreza, com a reabilitação de infra-estruturas sociais.

Administrador municipal do Ebo
Fotografia: Manuel Tomás | Sumbe

A administração municipal do Ebo vai apostar este ano na concretização das acções constantes do programa de desenvolvimento integrado de combate à fome e pobreza, com a reabilitação de infra-estruturas sociais.
Estas acções referem-se à construção e reabilitação de escolas, centros e postos de saúde e abastecimento de água no âmbito do programa “Água para todos”
As autoridades locais vão também dar prioridade à reparação de pontecos, estradas secundárias e terciárias, para facilitar a circulação de pessoas e bens e o escoamento dos produtos agrícolas do campo para os principais centros de consumo do país.
No domínio do programa de investimentos públicos, o Ebo ganhou no pretérito ano nove salas na comuna do Condé, um posto de saúde, uma residência para professores e uma esquadra da polícia.
Vestígios da guerra há muito desapareceram da sede do Ebo, com residências construídas de raiz, reabilitadas outras, ruas com iluminação pública, água potável, algumas vias rodoviárias, estabelecimentos comerciais e mais serviços sociais básicos para a população.
O administrador adjunto do Ebo, Manuel da Silva José, abordado pelo Jornal de Angola, mostrou-se satisfeito com os avanços que a circunscrição está a registar, fruto da atenção que o governo provincial está a dedicar àquela região de enormes potencialidades agro-pecuárias e turísticas.

Melhorias na água e energtia

Manuel José disse que através do Fundo de Gestão Municipal foi construído um reservatório para cerca de 60 mil litros de água potável, que se juntou a um outro de 34 mil litros.  As acções de impacto social junto das comunidades consumiram mais de 129 milhões de kwanzas.
 “Vamos pensar na construção de alguns fontenários na sede dando continuidade ao projecto antigo realizado nas zonas do Quissobe, Buembua e Balaia, enquanto se conclui o da Sanga, iniciado o ano passado”, disse o administrador adjunto do Ebo.

Falta de professores

O administrador adjunto do Ebo fala em progressos na educação e revela a existência de 40 escolas, das quais 37 para o ensino primário e para o primeiro e segundo ciclos, numa altura em que está projectada a entrega, este ano, de mais uma na área da Chôa.
Informou que para a inserção de mais alunos no sistema de ensino vão ser erguidas mais salas com recurso a material local (adobes) e cimento, até que haja condições materiais e financeiras para a construção de escolas de carácter definitivo. Nesse esforço, as autoridades contam com a parceria das autoridades tradicionais, religiosas e outros actores sociais.
“Essa é a estratégia que encontrámos para irmos diminuindo o número de crianças fora do sistema de ensino”, clarificou Manuel José.
Apesar dos êxitos que o administrador revela, a área da educação depara-se com insuficiência de professores e salas para atender a demanda.
 Os números avançados por Manuel José mostram um quadro preocupante: 754 professores para 23.815 alunos, da iniciação à 12ª classes, quando há o registo de cerca de 18 mil crianças fora do sistema de ensino.  

Sector da Saúde com falta de  médicos especializados

Mas é na saúde onde se registam mais melhorias, a despeito da insuficiência de infra–estruturas sanitárias e médicos especializadas – dois médicos pediátricos de nacionalidade russa, auxiliados por 68 enfermeiros entre técnicos básicos e médios – para uma população de 182.707 habitantes distribuídos em 141 aldeias, que se estendem por uma superfície de 2.250 quilómetros quadrados. 
Segundo o responsável municipal, a circunscrição necessita de seis médicos nacionais de pediatria, ginecologia e clínica geral.
A circunscrição é servida por um hospital com capacidade para 50 camas a que se juntam dez centros e postos de saúde nas localidades do Bango e Sanga, na comuna do Condé. Estes postos foram erguidos pelo Fundo de Apoio Social (FAS).  

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