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Projectos sociais contra a pobreza

Manuel Tomás| Sumbe

O administrador municipal do Sumbe, Sebastião Daniel Neto, procedeu na semana passada à apresentação pública do programa municipal integrado de combate à pobreza, estimado em cerca de 300 milhões de kwanzas e para ser executado até finais do corrente ano.

Programa do Executivo prevê construção e reabilitação de vários escolas do primeiro e segundo ciclo na província do Kwanza-Sul
Fotografia: JA

O administrador municipal do Sumbe, Sebastião Daniel Neto, procedeu na semana passada à apresentação pública do programa municipal integrado de combate à pobreza, estimado em cerca de 300 milhões de kwanzas e para ser executado até finais do corrente ano.
Para o sector da educação, o programa contempla a reabilitação e manutenção de três escolas do ensino primário da periferia do Sumbe, reactivação do programa de alfabetização para 60 mulheres vendedoras dos mercados da Feira e da Bumba e a realização de palestras educativas sobre o ambiente, saúde e nutrição nas escolas.
Na área da saúde, prevê-se a formação de 20 parteiras tradicionais e de 10 agentes comunitários de saúde, manutenção da cadeia de frio (gás butano) para a conservação de vacinas e reagentes, reabilitação de alguns centros de saúde em estado crítico de conservação e extensão da estratégia de avaliação integrada às doenças da infância que vai beneficiar cinco mil petizes.
Para a energia e águas está inscrita a extensão e reabilitação da rede eléctrica para as habitações e instituições públicas, reabilitação de duas fontes de captação, chafarizes ou furos no Gungo, Chingo e Cacute, reparação do sistema de distribuição de água potável às comunidades dos bairros do Chingo, Salinas, Inconcom e da rede urbana, assim como estender a iluminação pública ao populoso bairro da Assaca.
O administrador apresentou também o balanço das actividades realizadas no período compreendido entre Abril e Setembro, no âmbito da gestão municipal, bem como as actividades constantes nos ramos da agricultura, pescas e comércio, do reforço institucional, saneamento básico, serviços de socialização e nos transportes e vias, no quadro do programa de combate à pobreza.
Sebastião Daniel Neto disse que para a o saneamento básico foi alocado o montante de 88 milhões de kwanzas, porque a cidade do Sumbe é habitada por mais de 180 mil almas e ao longo dos anos não beneficiou de qualquer trabalho de modernização, continuando com as mesmas redes técnicas. Agrava-se a isso o facto da cidade estar abaixo do nível do mar e o manto freático ser bastante elevado em todas as zonas.
"O saneamento básico é o elemento mais visível com que nos deparamos no nosso quotidiano. Aliado a isso está a fraca consciência de alguns habitantes que desrespeitam as regras exigidas na gestão dos resíduos sólidos e aqueles que constroem infra-estruturas, como hotéis e pensões, e canalizam as condutas das águas residuais para as redes públicas, criando charcos de águas verdes", acentuou o administrador municipal do Sumbe. Participaram do acto membros do governo, dos partidos políticos, entidades religiosas, tradicionais, trabalhadores da função pública e privada e outros munícipes.  

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