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Projectos sociais desenvolvem o município do Seles

Casimiro José | Sumbe

O administrador municipal do Seles, Rui Feliciano Miguel, garantiu que os projectos sociais que estão a ser executados, no âmbito do fundo à gestão municipal, estão a corresponder às necessidades das populações locais e constituem uma viragem na vida social e económica do município.
Referiu que o atraso da dotação de verbas aos municípios durante o ano passado, em função da revisão do Orçamento Geral do Estado (OGE), se deveu ao facto de a administração municipal do Seles ter sido forçada a replanificar e transferir a maior parte dos projectos para este ano.

Fundo destinado à gestão municipal serve para promover obras sociais
Fotografia: Casimiro José

 

 O administrador municipal do Seles, Rui Feliciano Miguel, garantiu que os projectos sociais que estão a ser executados, no âmbito do fundo à gestão municipal, estão a corresponder às necessidades das populações locais e constituem uma viragem na vida social e económica do município.
Referiu que o atraso da dotação de verbas aos municípios durante o ano passado, em função da revisão do Orçamento Geral do Estado (OGE), se deveu ao facto de a administração municipal do Seles ter sido forçada a replanificar e transferir a maior parte dos projectos para este ano.
De acordo com Rui Miguel, a administração municipal do Seles tinha programado 21 acções, mas apenas foram executadas e concluídas cinco, que incidiram na reabilitação do edifício e residência da administração municipal, com aquisição de meios para o saneamento, nomeadamente tractores com atrelados e compra de dois grupos geradores para aumentar a capacidade de prestação de serviço neste sector.
Para o presente ano estão em curso acções de reabilitação do parque infantil e da residência dos médicos, requalificação dos jardins, reparação de passeios e lancis, melhoria da rede de distribuição da corrente eléctrica pública e domiciliária, e realização de um estudo de viabilidade técnica para a obtenção da água potável à sede municipal, através do sistema de gravidade, a partir do rio Luai.
Para o programa de 2010, a construção de uma escola com 12 salas, para o segundo ciclo do ensino secundário, e outra com seis para o primeiro ciclo, com objectivo de dar continuidade aos estudos aos alunos que transitam de classe nos diferentes níveis de ensino são prioritários.
A administração municipal do Seles tem ainda em carteira o lançamento do concurso público para a adjudicação das obras de reabilitação do centro turístico da Pedra de Água da Catanda que, na visão de Rui Miguel, constitui um pólo turístico e industrial da região.
Outras acções com as quais se encontra empenhada a administração do Seles prendem-se com a terraplanagem e posterior asfaltagem das vias que ligam o Sumbe a Seles, Seles e Conda e o troço que une a sede municipal da comuna da Amboiva até à vizinha vila de Cassongue. Outra empreitada, no quadro da reparação de estradas, está ligada à terraplanagem do troço entre o Seles, passando pela comuna da Catanda, até ao Atome, no município de Cassongue.
A formação de técnicos e quadros da administração, no quadro da Lei 2/2007, é outra aposta da Administração para o presente ano económico.
Rui Feliciano Miguel revelou que a vida dos munícipes tende a melhorar, a avaliar pelas acções em curso, que contam com a colaboração dos agentes económicos e das populações da região. “Registámos melhorias na vida dos munícipes, fruto do trabalho que estamos a desenvolver nos vários domínios da vida social e económica.”, frisou. A reparação das vias primárias, secundárias e terciárias deve constituir prioridade para estimular os investidores nacionais e garantir a circulação de pessoas e bens.
Defendeu, igualmente, a necessidade de se constituir um núcleo do ISCED do Sumbe, para dar continuidade à formação académica, sobretudo dos jovens e funcionários que terminam o ensino médio e não têm condições para se deslocarem para outras paragens onde possam prosseguir a sua formação.
 
Sector económico e financeiro
 
De acordo com o administrador Rui Miguel, o município do Seles tem potencialidades em recursos minerais, florestais e outras que, bem aproveitadas, podem proporcionar o desenvolvimento da região. O grande constrangimento, segundo diz, reside na falta de bancos para potenciar os agentes económicos instalados no município.
A reabilitação do pólo industrial e turístico da Pedra de Água e a lapidação do quartzo na região da Catanda constituem o grande pilar para o relançamento da economia do município, o que também vai criar empregos para os jovens.
Rui Miguel sublinhou que há promessas relativamente à instalação de agências dos bancos Poupança e Créditos (BPC), Internacional de Créditos (BIC), Africano de Investimentos (BAI) e Negócios Internacionais (BNI).

 Saúde  e  Educação
 
Os sectores da Saúde e da Educação são motivo de preocupação para a administração.
O único hospital municipal em funcionamento no município tem uma capacidade de internamento correspondente a 54 camas e conta com um corpo clínico constituído por três médicos de nacionalidade russa e 49 enfermeiros de diversas especialidades.
A rede sanitária no município conta com um centro de saúde privado, 18 postos de saúde públicos, três postos de enfermagem e duas farmácias, número que considerou estar aquém das necessidades das populações.
De acordo com o administrador, o município da Conda regista frequentemente casos de paludismo, infecções urinárias, doenças respiratórias e diarreicas agudas, anemia, amigdalite, conjuntivite, gastrites, cistites, parasitoses intestinais e, em menor escala, hipertensão arterial.
Outra contrariedade no sector da saúde reside na falta de equipamentos e estruturas para os serviços de laboratório, situação que obriga os pacientes a recorrerem ao centro médico privado.
O sector da Educação registou, no ano transacto, 8.567 crianças fora do sistema normal de ensino por falta de escolas e de professores. A rede escolar é composta por 35 escolas, das quais três do I ciclo e uma do II ciclo.
 Para o presente ano, de acordo com ele, é necessária a construção de mais escolas e o recrutamento de professores, para se colmatar as carências que se fazem sentir no sector.
Segundo o chefe de secção da agricultura, Pedro Messa, a queda regular de chuvas vai proporcionar boas colheitas de cereais, oleaginosas, leguminosas e tubérculos.
Durante a campanha agrícola 2009/2010, e no quadro do programa de extensão e desenvolvimento rural (PEDR), estão planificados e preparados 200 hectares de terras que foram distribuídos pelos sectores empresarial e camponês, envolvendo um total de 22.849 famílias. A população animal é constituída por 7.448 animais, entre gado bovino, caprino, suíno e ovino.
 
Comércio e turismo
 
O município do Seles ostenta locais paisagísticos e turísticos na província do Kwanza-Sul.
No entanto, devido ao conflito armado, muitos deles encontram-se em estado de abandono.
 Aliado ao factor guerra está também a pouca intervenção dos empresários ligados ao turismo, situação que está a condicionar a sua rentabilização.
A administração municipal projecta, em coordenação com as autoridades da província, lançar brevemente concursos públicos para a exploração dos locais turísticos, a começar pelo centro turístico e industrial da Pedra de Água, na região da Catanda.
O município do Seles conta com nove centros turísticos,  “Nduva”, “Pedra d’Água”, “Mundo Wkua”, “Local dos Hipopótamos”, “Camira”, “Piscina Municipal”, “Quedas do rio Luai”, “Caxita e “Morro do Nduinguiri”.
O sector do comércio é ainda tímido na região, devido ao estado de degradação da via que dá acesso à vila. Mas começam a surgir sinais animadores que vão resultar numa rede de comércio rural. Com uma superfície de 3.101 quilómetros quadrados e uma população estimada em 120.725 habitantes, que vivem maioritariamente da agricultura, o município está dividido, dministrativamente, em três comunas, sendo as sedes Botera e Amboiva, e uma área administrativa, da Catanda.

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