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Proliferação de seitas preocupa autoridades

Carlos Bastos | Sumbe

O director nacional do Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos (INAR), Manuel Fernandes, disse, no domingo, na cidade do Sumbe, que o surgimento de várias designações e seitas religiosas em Angola preocupa as autoridades.

O director nacional do Instituto Nacional para os Assuntos Religiosos (INAR), Manuel Fernandes, disse, no domingo, na cidade do Sumbe, que o surgimento de várias designações e seitas religiosas em Angola preocupa as autoridades.
Manuel Fernandes deslocou-se, por isso, ao Sumbe, onde assistiu a um culto ecuménico na Igreja dos Primogénitos Evangélica Universal, com o objectivo de ver como são praticados os cultos e outras manifestações nas igrejas.
Dada a proliferação de seitas e denominações, considerou que o país está a viver um momento problemático no campo religioso, havendo necessidade de se identificarem as igrejas que podem e devem ser parceiras do Estado.
O director nacional para os Assuntos Religiosos declarou que as denominações religiosas devem reger-se pelos princípios da unidade, fé e doutrina cristã para a sua legalização junto do Ministério da Cultura e consequente exercício da actividade.
“É preciso ter em conta outros pressupostos que servem de elementos de estudo, como a doutrina, as práticas, a filosofia, os dogmas, os dias e horários dos cultos”, salientou.
O Governo angolano, disse, tem assistido com bastante contentamento ao papel que algumas igrejas têm estado a desempenhar como parceiros sociais, mas é necessário, frisou, que sejam ainda mais interventivas, principalmente nos aspectos ligados ao resgate de valores morais. Além da evangelização, referiu, as igrejas têm tido uma acção positiva nas áreas da educação, formação, informação e assistência social.
 Manuel Fernandes particularizou a acção de algumas igrejas na assistência às crianças de rua e às pessoas idosas e na criação de centros de formação profissional.
As igrejas em Angola, enquanto instituições de personalidade jurídica, lembrou, têm o direito de realizar, dentro da Lei, as suas acções, coadjuvando o Estado em questões que transportam a sociedade para o bem, fraternidade, unidade, amor e sossego espiritual.
O novo ordenamento jurídico, referiu, diz que para uma denominação religiosa adquirir personalidade jurídica deve ter, no mínimo, cem mil fiéis com identidade reconhecida notarialmente e estar implantada, pelo menos, em dois terços do território nacional.
O director do INAR mostrou-se preocupado com a propagação dos casos de crianças acusadas de feitiçaria. O INAR controla 85 congregações religiosas, que gozam de idoneidade jurídica.

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