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Prostituição das crianças é um mal de saúde pública

Carlos Bastos | Sumbe

O Instituto Nacional da Criança (INAC) no Kwanza-Sul tem registado, nos últimos tempos, um elevado índice de prostituição infantil, denunciou na segunda-feira, na cidade do Sumbe, o responsável da instituição.

O Instituto Nacional da Criança (INAC) no Kwanza-Sul tem registado, nos últimos tempos, um elevado índice de prostituição infantil, denunciou na segunda-feira, na cidade do Sumbe, o responsável da instituição.
Correia Bongue disse que a situação está a ganhar proporções alarmantes e explicou que a progressão do fenómeno está relacionada com a violência nos lares, abandono dos progenitores, desagregação das famílias e elevado índice de pobreza no seio de muitas famílias.
Para alterar este contexto, o chefe dos serviços provinciais do INAC defende a participação da sociedade, ONGs, instituições religiosas, órgãos de Comunicação Social, públicos e privados, no sentido de contribuírem para a prevenção, combate e denúncia da exploração sexual infantil.
Apontou como uma das soluções a implementação de projectos sociais, para permitir ocupar as crianças e adolescentes em actividades recreativas e culturais, e também o aumento do número de escolas e a melhoria das condições sociais.
A prostituição infantil, argumentou, deve ser vista como um problema de saúde pública, porquanto as suas consequências afectam o desenvolvimento e crescimento físico, mental e social das crianças e adolescentes.
De acordo com o responsável do INAC no Kwanza-Sul, foi criada uma “cartilha” para a luta contra a violência e exploração sexual infanto-juvenil, na qual se destaca a necessidade de denúncia e a promoção da defesa dos direitos da criança.
A violência contra a criança, referiu, preocupa a instituição e a sociedade em geral, pelo facto do fenómeno atingir níveis assustadores na província
O INAC está a trabalhar com instituições que zelam pelo bem-estar das crianças, realizando campanhas de sensibilização junto das famílias, no sentido de se evitar o alastrar do fenómeno. Nesta missão, conta com a cooperação dos Ministérios da Justiça, do Interior, da Defesa, Família e Promoção da Mulher, Assistência e Reinserção Social, Saúde, Educação e Juventude e Desportos.
Os casos de prostituição de menores ocorrem com maior incidência em hotéis, restaurantes, discotecas e cabarés, na calada da noite, nos vários municípios da província.
Entre Janeiro e Junho, foram registados 200 casos de violência contra crianças na província, mais 45 do que no semestre anterior.

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