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Reactivada rede de protecção das crianças

Victor Pedro | Sumbe

Os serviços do Instituto Nacional da Criança (INAC) na província do Kwanza-Sul registaram, no primeiro trimestre deste ano, 134 casos de violência contra a criança, mais 49 do que em igual período do ano passado, revelou no Sumbe o chefe provincial do INAC, quando procedia ao balanço das acções desenvolvidas pelo instituto.

Crianças passam a ser mais protegidas
Fotografia: Eduardo Pedro |

David Domingos informou que foram registados, nesse mesmo período de tempo, 61 casos de fuga à paternidade, dos quais 17 praticados por mulheres (mães) que se furtam à responsabilidade e cuidados dos filhos, delegando a missão em familiares ou terceiros. Houve, ainda, quatro homicídios involuntários de menores, uma ofensa corporal simples e cinco graves, além de 36 casos de crianças em conflito com a lei, segundo David Domingos. Durante o primeiro trimestre, o INAC prestou apoio institucional à brigada escolar, para redefinir novos mecanismos de protecção à criança nas escolas, reactivou as redes de protecção dos direitos da criança na província, realizou palestras, encontros, colóquios e conferências sobre a violência contra o menor, gravidez precoce e distribuição no município da Conda de 249 folhetos explicativos sobre a lei contra a violência doméstica.
A falta de recursos humanos, meios de transporte e financeiros têm criado dificuldades ao bom funcionamento deste órgão, apesar do apoio do Governo Provincial na resolução dos problemas que o sector enfrenta. De acordo com David Domingos, o INAC vai promover, no próximo mês, jornadas da criança, sob o lema “Angola, Criança Protegida, Nação Fortalecida”. O acto provincial do 1 de Junho realiza-se no município do Amboim (Gabela).

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