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Recolha de lixo no Sumbe regista melhorias

Manuel Tomás | Sumbe

A recolha e tratamento do lixo na cidade do Sumbe vai conhecer melhorias substanciais nos próximos tempos, fruto da contratação pelo governo da província de uma nova empresa, que funciona desde segunda-feira.

Serviços comunitários trabalham para mudar a imagem da urbe mas a vontande do Governo não tem sido acompanhada pelos munícipes
Fotografia: Jornal de Angola

A recolha e tratamento do lixo na cidade do Sumbe vai conhecer melhorias substanciais nos próximos tempos, fruto da contratação pelo governo da província de uma nova empresa, que funciona desde segunda-feira.
A empresa, segundo o seu chefe de operações, Francisco Miranda, vai envidar esforços com vista à melhoria do saneamento básico e da eliminação dos principais focos de lixo que proliferam pela urbe, no sentido de proporcionar um ambiente saudável à população.
Francisco Miranda garantiu que a empresa dispõe de meios técnicos e humanos suficientes para oferecer um trabalho que vá ao encontro dos anseios dos citadinos, assim como efectuar um saneamento básico aceitável, deixando a urbe sem amontoados de lixo.
O responsável frisou que em termos técnicos a empresa dispõe de um camião vassoura e aspirador, dois basculantes, captadora para a recolha de contentores e pá carregadora de três metros cúbicos.
A par destes meios, a operadora possui ainda um camião para a recolha de porta- contentores, dois dumpers (vassouras), limpa fossas, com capacidade de dez metros cúbicos, entre outros equipamentos.
O chefe da operadora disse que foram distribuídos contentores e recipientes apropriados para a colocação do lixo, a fim de facilitar a recolha e seu devido tratamento.
Os alvos principais definidos pela empresa são o mercado do Chingo, Assaca e o bairro E/15, onde os moradores deitam o lixo fora dos locais indicados, zonas consideradas críticas.
Francisco Miranda, que esclareceu que o serviço de limpeza das fossas é pago quando solicitado pelo proprietário do imóvel, não precisou o número de postos de trabalho criados, mas adiantou que absorveu parte dos funcionários dos serviços comunitários da Administração Municipal do Sumbe.
Sobre os resíduos sanitários, informou que, pela sua natureza, estes merecem um tratamento especial. Por esse facto, está em estudo a maneira apropriada de se evitar contaminações do meio.

Incineradoras  hospitalares


O Governo Provincial do  Kwanza-Sul prevê para breve a colocação de incineradoras em todos os hospitais da província, para que se dê o devido tratamento dos resíduos sanitários a nível destas unidades.
Francisco Miranda apelou aos citadinos para evitarem o depósito do lixo fora dos contentores e o envio de crianças aos locais onde o mesmo se acumula. “Neste capítulo, a colaboração das autoridades tradicionais, dos meios da Comunicação Social e da sociedade civil é fundamental”, disse.

Serviços  comunitários

O chefe de secção dos serviços comunitários da Administração Municipal do Sumbe, Manuel Carvalho Ventura, congratulou-se com a contratação da empresa, que doravante vai dar continuidade aos trabalhos de saneamento básico da cidade e arredores.
O responsável frisou que os serviços comunitários trabalham no sentido de mudar a imagem da cidade, mas esta vontade governamental não tem sido acompanhada pelos munícipes, uma vez que estes insistem em actos de vandalismos contra os bens públicos, como jardins, parques de lazer, recipientes para a recolha do lixo, entre outros.
Apesar de a cidade possuir dois mercados, o municipal e o do Chingo, a par das praças dos bairros da Assaca, Quissala e da Bumba, Manuel Carvalho Ventura disse que muitas pessoas continuam a vender em locais impróprios, contribuindo para a acumulação de lixo nas ruas.
Para inverter este quadro, o responsável disse que as autoridades municipais e tradicionais e outras entidades vão continuar a promover sessões de esclarecimento junto das comunidades para a necessidade da limpeza dos locais de residência e do depósito do lixo nos contentores.

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