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Recomendado incentivo da Educação para a alfabetização nas comunidades

Casimiro José | Sumbe

Representantes das organizações da sociedade civil que intervêm no processo de alfabetização na província do Kwanza-Sul defenderam na sexta-feira, durante um encontro realizado no Sumbe, a criação pelo Ministério da Educação de estratégias que permitam dar continuidade aos projectos de alfabetização.

Representantes das organizações da sociedade civil que intervêm no processo de alfabetização na província do Kwanza-Sul defenderam na sexta-feira, durante um encontro realizado no Sumbe, a criação pelo Ministério da Educação de estratégias que permitam dar continuidade aos projectos de alfabetização.
O encontro de reflexão, que decorreu sob o lema “Apoiar a alfabetização para a mulher é apoiar o desenvolvimento da nação”, foi promovido pela Associação Angolana para Educação de Adultos (AAEA), no âmbito da execução do projecto de promoção da alfabetização feminina em Angola e Moçambique (Felitamo).
Responsáveis da Educação, da Família e Promoção da Mulher, administradores municipais, membros da AAEA, responsáveis das repartições municipais de Educação, representantes das organizações da sociedade civil com projectos virados para a alfabetização, instituições religiosas e igrejas participaram no encontro. Durante o encontro foram feitas demonstrações práticas de como decorre o processo de alfabetização no meio rural, com maior enfoque nas mulheres, tendo os participantes denotado haver necessidade de superação permanente dos facilitadores, para que possam responder aos desafios actuais.
Outras preocupações dos participantes referem-se à maneira de como assegurar a continuidade dos projectos da educação não-formal e adequá-la ao programa de alfabetização e recuperação do atraso escolar (PAAE), ao processo de encaminhamento dos alfabetizandos do método Aplica/Reflect para os programas de alfabetização do quadro do PAAE e como estimular a participação das mulheres no meio rural.
O chefe de departamento do ensino geral da direcção provincial da Educação, Joaquim Moisés Gimbe, assegurou que decorre um estudo pormenorizado que cria mecanismos tendentes a colmatar a maior parte das preocupações manifestadas pelas organizações que realizam projectos de alfabetização.
Durante o encontro foi também defendido maior protagonismo das repartições municipais da Educação no sentido de criarem oportunidades de inserção dos alfabetizadores em projectos relacionados com o seu trabalho, sem perder de vista a superação permanente.
O encontro reconheceu o empenho da AAEA e recomendou o diálogo, ao mais alto nível, com o Ministério da Educação, no sentido de alargar a parceria existente.
O representante da direcção nacional de educação de adultos, Vicente Francisco Manuel, reconheceu os esforços da AAEA e outras organizações que actuam na área de alfabetização e aconselhou a partilha de experiências entre os diferentes actores da sociedade civil e das igrejas.
Vicente Manuel manifestou-se preocupado com o pouco envolvimento de algumas direcções provinciais da Educação na alfabetização e prometeu levar à estrutura superior os problemas identificados durante o encontro de reflexão sobre a alfabetização feminina.

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