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Rede apela ao ensino de qualidade

Casimiro José | Sumbe

A organização não-governamental “Educação para Todos” (EpT) promoveu, no sábado, na cidade do Sumbe, uma marcha em que apelou a um ensino de qualidade e inclusivo, actividade realizada no quadro da Semana de Acção Global pela Educação.

Sociedade quer uma melhor formação
Fotografia: Casimiro José |Sumbe

A organização não-governamental “Educação para Todos” (EpT) promoveu, no sábado, na cidade do Sumbe, uma marcha em que apelou a um ensino de qualidade e inclusivo, actividade realizada no quadro da Semana de Acção Global pela Educação.
Durante a semana, a EpT desenvolveu outras actividades, com destaque para o concurso de leitura e escrita para pessoas recém-alfabetizadas. A associação apresentou o livrinho de histórias que retrata matérias sobre a educação de raparigas e mulheres e promoveu uma “fogueira de contos” e uma “aula prática para todos”.
A semana, que decorreu sob o lema “Apostar na Educação de Mulheres e Raparigas é Apostar na Mudança Social”, envolveu responsáveis ligados à Educação, representantes da sociedade civil, igrejas que integram a rede na província, alunos e directores de escolas do Sumbe.
A coordenadora da rede Educação para Todos, Izilda Flávia Kulófua, disse no fim da marcha que a realização da campanha resulta das metas definidas em Dacar, Senegal, durante a realização da Conferência Internacional de 2000, em que os governos se propuseram a assegurar um ensino de qualidade inclusivo para todos os géneros.
Izilda Kulófua assegurou que as metas da Conferência de Dacar são o desafio para os Estados signatários. Elas visam estender e melhorar a protecção e educação integral na primeira infância, garantir o acesso de todas as crianças ao ensino primário, gratuito e de qualidade, ampliar as oportunidades de aprendizagem para jovens e adultos e aumentar o número de adultos alfabetizados.
 As metas da Conferência de Dakar, acrescentou, “incorporam acções sobre a necessidade de suprimir as disparidades de género na Educação e melhorar os aspectos qualitativos na Educação”.
Izilda Flávia Kulófua reconheceu os esforços feitos até aqui no sector da Educação no Kwanza-Sul, destacando o acesso massivo de mulheres e raparigas às escolas como “o fim do tabu em algumas comunidades, onde só os rapazes tinham o direito de ir à escola”.
A coordenadora da rede EpT advogou a criação de espaços escolares para se atingirem as metas preconizadas pela Conferência de Dacar de 2000.

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