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Reduzem casos de gravidez precoce

Victor Pedro | Sumbe

Pelo menos 154 adolescentes gestantes foram atendidas, durante o primeiro trimestre do ano, na maternidade do Hospital Provincial do Kwanza-Sul, cifra que significa uma redução de casos de gravidez precoce.

Trabalho de aconselhamento permitiu a redução de gestantes adolescentes na maternidade
Fotografia: Jornal de Angola

A directora da maternidade do também conhecido Hospital “17 de Setembro”, Francisca Kuaya, referiu que os casos de gravidez precoce baixaram em função das campanhas de educação da população sobre os perigos do fenómeno.
Quanto às principais causas do surgimento de gestantes precoces que, nos últimos dias, tomavam proporções alarmantes, apontou a falta de diálogo, controlo periódico e a liberdade que os pais e encarregados de educação dão aos adolescentes para fazer tudo o que lhes apetecer, situação que se alia à imaturação do sistema reprodutor da própria adolescente.
Francisca Kuaya condenou a atitude de famílias que optam pelo uso de medicamentos tradicionais para acelerar o parto das gestantes, o que, segundo ela, tem criado grandes constrangimentos na altura da intervenção hospitalar, causando, por vezes, consequências graves.
Apesar dos problemas ainda registados, a responsável adiantou que os casos de nados mortos também reduziram.
Por exemplo, apontou que no primeiro trimestre do ano, os números sobre a mortalidade de recém-nascidos decresceram para 3.0 por cento a taxa bruta e a taxa líquida para 2.0 por cento. A direcção  técnicos da maternidade do Hospital Provincial continuam a empreender esforços, através de metodologias que ajudam as famílias na educação e aconselhamento das adolescentes, o que tem reduzido a frequência de gestantes adolescentes na instituição e o número de crianças que morrem dentro das 24 horas após parto.
A unidade atendeu ainda, durante o primeiro trimestre, um total de 2.717 mulheres na especialidade de obstetrícia, 1.258 em ginecologia, 729 em neonatologia, além de 1.389 partos. Embora existam alguns progressos a nível de todas as áreas, a directora Francisca Kuaya disse que os esforços ainda são ínfimos para combater a problemática da gravidez na adolescência, chamando a atenção das famílias e outras instituições no sentido de se juntarem à esta luta.
A especialista salientou que, durante o ano passado, a maternidade registou 9.943 partos, dos quais 1.257 considerados difíceis, 1.169 cesarianas e 87 por ventosa, tendo se registado um caso por fórceps médica. Neste período, apontou que foram atendidas na especialidade de ginecologia, 1.083 e 6.084 gestantes na de obstetrícia.
A responsável informou que relativamente à taxa de mortalidade os números tendem a baixar, uma vez que há muitas mulheres nas consultas pré-natal. Durante o ano transacto, a instituição registou 41 casos por mortalidade materna e 27 por mortalidade fetal.

Necessidade de mais camas

A maternidade conta com 203 funcionários, entre médicos nacionais e expatriados, enfermeiras, administrativos e pessoal de apoio.
 A unidade clínica da província do Kwanza-Sul possui uma capacidade de internamento para atender 80 pacientes.
 Neste momento, o estabelecimento hospitalar debate-se com problemas de insuficiência de camas, daí a necessidade do reforço deste equipamento.

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