Províncias

Relançamento do ensino no meio rural

Casimiro José| Sumbe

A Associação Angolana para Educação de Adultos (AAEA) vai estender as suas acções ao meio rural, segundo o seu presidente, Victor Barbosa, disse ao Jornal de Angola.

Mais adultos no meio rural vão poder aprender a ler e a escrever
Fotografia: Casimiro José| Sumbe

A Associação Angolana para Educação de Adultos (AAEA) vai estender as suas acções ao meio rural, segundo o seu presidente, Victor Barbosa, disse ao Jornal de Angola.
Victor Barbosa reconheceu os esforços do Executivo Angolano para cumprir as metas do milénio e defendeu a necessidade de a sociedade civil colaborar para reduzir os índices de analfabetismo nas comunidades do meio rural.
“Temos estado a acompanhar os esforços do Executivo no capítulo dos programas de educação de jovens e adultos, em quase todo o território. Temos o dever de contribuir para a inclusão de mais mulheres e homens no processo de alfabetização”, frisou.
Segundo explicou, a conferência internacional sobre educação de pessoas adultas, realizada em Brasília, Brasil, em 2009, traçou estratégias muito valiosas para os países participantes e não só, cuja concretização vai permitir um olhar decisivo sobre as questões relativas à promoção da alfabetização transversal, redução da pobreza, combate ao VIH/Sida, saúde materno infantil e cidadania.
De acordo com o presidente da AAEA, as mães escolarizadas estão 50 por cento mais inclinadas a imunizar os seus filhos das grandes endemias e respectivo encaminhamento para as escolas. Por isso, ­defende a implementação de políticas de educação motivadora e que respondam as ansiedades das pessoas adultas. “Na AAEA, compreendemos que as pessoas adultas têm necessidade de aprender aquilo que as ajude na sua vida diária”, disse, acrescentando que “os adultos procuram incorporar na prática os conhecimentos que adquirem, sobretudo nos cuidados a ter com o ambiente, gestão dos seus negócios, prevenção contra as infecções sexualmente transmissíveis, saúde reprodutiva, saneamento do meio, entre outros”. Victor Barbosa lembrou que o terceiro objectivo da agenda global sobre a educação para todos (EPT), até 2015, relativo ao fomento do acesso dos jovens e adultos a programas adequados de aprendizagem e preparação para a vida diária, insiste na necessidade da educação e do desenvolvimento.
Nesse sentido, pede Ministério da Educação que apoie as organizações da sociedade civil e as igrejas que têm projectos ligados à educação, salientando que todos os esforços do ensino formal e não formal trazem benefícios para a população.
“Nós desenvolvemos os nossos projectos de educação não formal em zonas rurais, graças ao apoio financeiro que recebemos da DVV da Alemanha, da Íbis Dinamarquesa, da ICCO, da União Europeia e de outros, mas seria mais gratificante se houvesse apoio do Governo”.
Apesar destes e outros condicionalismos, o presidente da AAEA anunciou que em 2011 a sua organização vai alargar a sua intervenção com abordagem (Aplica), consolidar o processo nas localidades de implementação, formar novos facilitadores e potenciar com mais conhecimentos os que exercem a actividade no meio rural.
O presidente da Associação Angolana para Educação de Adultos (AAEA) anunciou que a sua organização alfabetizou, até 2010, cinco mil pessoas de ambos os sexos, nos arredores da províncias de Luanda, com 49 círculos, Funda, com 21, Bengo, com cinco, e Kwanza-Sul, com 177 círculos.

Tempo

Multimédia