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Saneamento básico abordado em seminário

Engrácia Camilo | Sumbe

A Unidade Técnica Nacional de Saneamento Ambiental promoveu, na semana finda, na cidade do Sumbe, um seminário de capacitação para o lançamento do programa de expansão do saneamento total, com a participação das comunidades e escolas.

O seminário contou com a participação de membros da sociedade civil e académicos
Fotografia: Fernando Camilo|Sumbe

O seminário, em que participaram igualmente membros da sociedade civil, instituições religiosas, académicos, autoridades tradicionais e vários actores sociais dos municípios, constatou que as práticas higiénicas inadequadas são a causa do surgimento de doenças nas comunidades e, consequentemente, da morbilidade e mortalidade infantil.
Para a inversão do quadro foi defendido um programa de acções para despertar a sociedade em relação a boas práticas sobre a preservação ambiental e a criação de estratégias para a redução dos índices de mortalidade infantil.
O seminário, enquadrado no programa de combate à pobreza, decorreu sob o lema “Saneamento ambiental, um compromisso de todos” e abordou temas como a importância do saneamento e higiene, o programa de expansão de saneamento total, liderado pela comunidade e escolas, assim como a importância do saneamento e higiene.
A redução dos índices de mortalidade em crianças menores de cinco anos e de mulheres em idade activa, causadas por doenças ligadas ao limitado acesso ao saneamento básico nas zonas rurais, urbanas e peri-urbanas, é um dos desafios do Governo Provincial do Kwanza-Sul. O director do Ordenamento do Território e Ambiente, Manuel Mérito, referiu que as questões ambientais constituem hoje uma preocupação à escala mundial, cujo impacto negativo afecta significativamente as comunidades e defendeu acções para a melhoria da qualidade ambiental das populações, como garantia do desenvolvimento sustentável.
Manuel Mérito indicou que a abordagem do “saneamento total”, liderado pela comunidade e escolas constitui uma ferramenta chave para a mobilização e sensibilização social das comunidades, para a tomada de acções concretas sobre o saneamento do meio, entre outros factores.
"Temos que envolver diversos actores públicos, associativos e privados para que a preservação do ambiente, nos mais variados domínios, seja consistente e produza resultados esperados", disse, notando que o programa de expansão do “saneamento total” está intrinsecamente ligado aos programas de desenvolvimento, como  “água para todos”, “cuidados primários de saúde”, com vista à melhoria da qualidade de vida das populações.
A aplicação do programa “saneamento total” começou em 2008, no âmbito de um acordo entre o Executivo e parceiros internacionais e resultou num programa denominado “Huíla, província sem defecação ao ar livre”. O programa abrange na actualidade 11 províncias: Cunene, Benguela, Bié, Huíla, Malange, Moxico, Namibe, Luanda, Uíge, Kwanza-Norte e Kwanza-Sul.

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