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Seca compromete colheita no município da Quibala

A falta de chuvas nos últimos dias está a prejudicar a colheita do feijão e milho no município da Quibala, a 176 quilómetros da cidade do Sumbe, situação que preocupa os camponeses e pequenos agricultores na circunscrição, constatou a Angop.

Sementes foram lançadas em tempo oportuno mas as condições climatéricas estão a impedir o desenvolvimento das culturas
Fotografia: Casimiro José | Quibala

Alguns  camponeses do município da Quibala dizem que as  lavras familiares, as plantações de feijão, amendoim e milho estão a secar.
Para o camponês Manuel José António, caso persista a situação, a safra do milho, feijão e mandioca vai estar comprometida e a crise alimentar volta a assolar a população.
Os homens do campo lançaram as sementes em tempo oportuno, mas as condições climatéricas estão a impedir o desenvolvimento das culturas.
Zeferino João, da Associação de Camponeses Sagrada Esperançano município, adiantou que a falta de chuva pode comprometer a campanha agrícola 2014/2015, visto que as sementes já foram lançadas à terra.
“Estamos esperançados de que pode a qualquer momento cair chuva regular, mas a colheita não é a desejada pelos camponeses do município”, disse Zeferino João.
O administrador municipal da Quibala, Fernando Manuel, mostrou-se preocupado com a irregularidade das chuvas a nível do município, onde se prevê, na presente campanha agrícola 2014/2015, uma produção de mais de 300 mil toneladas de produtos diversos.
No município da Quibala, para além de milho, feijão e amendoim, os camponeses dedicam-se à produção da batata rena, bata-doce, mandioca, pepino, hortícolas e abacaxi, entre outros produtos do campo.
Na localidade da Quilenda, no Cuanza Sul, uma escola com dez salas de aulas destinadas ao I ciclo do ensino primário e Magistério Primário entram este ano em funcionamento. As infra-estruturas foram construídas no quadro do Programa de Desenvolvimento Local (PDL) e inserido nos projectos do Fundo de Apoio Social (FAS IV). A escola para o I ciclo conta com seis salas de aulas do 1º ciclo e vai albergar 630 alunos nos três períodos, enquanto o Magistério Primário, que entra em funcionamento pela primeira vez na Quilenda, vai contar com 280 alunos. O director do Fundo de Apoio Social (FAS),  Alexandre Domingos, disse que foram investidos 68,846 milhões de kwanzas para a construção das salas de aulas.
“Temos projectos em curso e queremos continuar a construir projectos sociais com vista a contribuir para a expansão escolar e desta forma permitir que mais crianças possam ter acesso à escola”, disse. 
O sector da Educação no município da Quilenda conta com 324 salas de aulas, num total de  41 escolas, e 546 professores.

FAS anuncia projecto

Um total de 32 projectos sociais consta da carteira do Fundo de Apoio Social (FAS) a ser executado este ano na província do Cuanza Sul, anunciou o director da instituição.
Alexandre Domingos disse que a prioridade recai para a educação, saúde, saneamento básico, centro de formação e construção de residências para enfermeiros e professores.
Os municípios da Conda, Ebo, Amboim, Porto Amboim e Quilenda vão beneficiar dos  projectos de 600.305.000 kwanzas, devendo outros pontos da província serem contemplados posteriormente.
Em fase de conclusão estão 12 projectos nos municípios da Quilenda, Ebo e Porto Amboim nos domínios da educação e saúde. O Fundo de Apoio Social implementa na província do Cuanza Sul projectos sociais desde 1994, tendo já financiado 454, com destaque para 160 no sector da educação, 163 das águas e 44 económicos e produtivos.

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