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Seca dizima bovinos no Kwanza-Sul

Manuel Tomás | Sumbe

Mais de 11 mil bovinos acabaram por morrer no Kwanza-Sul, em consequência da seca que assolou o litoral da província e da dermatofilose, em Outubro do ano passado. 

Animais vão ser vacinados durante a campanha para evitar o alastramento da epidemia que assola alguns municípios
Fotografia: Francisco Bernardo

Mais de 11 mil bovinos acabaram por morrer no Kwanza-Sul, em consequência da seca que assolou o litoral da província e da dermatofilose, em Outubro do ano passado. 
Os municípios da Quibala, Cela, Libolo e Cassongue foram os mais afectados pela epidemia, segundo o director provincial da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Pedro Lambuazau.
O director provincial, que falava na abertura da campanha de vacinação do gado, realizada na sexta-feira na localidade de Atua, município do Sumbe, disse que durante a campanha, com a duração de dois meses, vão ser vacinados 92 mil animais, incluindo os de estimação. Lambuazau informou que a província do Kwanza-Sul foi contemplada com 96 mil doses de vacinas e a prioridade é para os municípios portadores de animais de maior porte: Sumbe, Porto Amboim, Cela, Libolo e Quibala.
As doenças que mais afectam o gado, referiu, são a dermatite bovina, a peripneumonia contagiosa bovina e o carbúnculos hemático e sintomático.
Pedro Lambuazau informou que a Direcção Provincial da Agricultura e Desenvolvimento Rural dispõe de 15 técnicos, número insuficiente, que obriga, na maior parte das vezes, a recorrer ao Instituto Superior Politécnico para disponibilizar estudantes do terceiro ano do curso de Zootecnia.
O director provincial da Agricultura e do Desenvolvimento Rural sublinhou que muitos criadores de gado não têm corredor profiláctico, para se imunizar o efectivo pecuário. O vice-governador para Área Económica, Mateus de Brito, que presidiu à cerimónia de abertura da campanha, disse que a província do Kwanza- Sul tem um maior efectivo pecuário concentrado, especialmente na região da Cela, onde há muito gado leiteiro.
Mateus de Brito encorajou os responsáveis do sector a fazerem com que a campanha de vacinação atinja todas localidades e defendeu a criação de mecanismos para o escoamento dos produtos do campo para os grandes centros de consumo.

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