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Sector da Saúde no Cuanza Sul com mais quadros

Os primeiros técnicos médios de Saúde e superiores de Enfermagem terminam as formações académicas dentro de dois anos na província, anunciou segunda-feira, no Sumbe, o director do Hospital Geral “17 de Setembro”, Felizardo Manuel.

Autoridades locais apostam na diminuição dos índices de mortalidade com a expansão de serviços e admissão de mais técnicos
Fotografia: M. Machangongo

Os estudantes do ensino médio frequentam as aulas na Escola Técnica de Saúde do Cuanza Sul, enquanto os de Enfermagem são estudantes do Instituto Superior Politécnico do Sumbe.
O Hospital Geral “17 de Setembro” tem capacidade para 150 camas e a entrada dos novos técnicos de nível médio e superior vai diminuir a carência em termos de médicos e enfermeiros.
A existência de poucos profissionais condiciona o bom desempenho na tarefa diária de atendimento. Os 35 médicos que trabalham no Hospital são poucos para o número de pacientes.
O sector com mais dificuldades é o banco de urgência, que atende pacientes de toda a província.
Em função das limitações, os casos mais graves, principalmente os ligados a acidentes de viação, são encaminhados para os hospitais de Benguela e de Luanda.

Atendimento de pacientes

A unidade hospitalar atendeu, durante o primeiro trimestre do ano, 23.645 pacientes, dos quais 2.656 foram internados. O hospital Geral registou 215 óbitos, número que representa uma diminuição da taxa de mortalidade estimada em 3,9 por cento em relação a igual período do ano anterior.
As patologias que mais mortes causaram foram a malária, tuberculose pulmonar, broncopneumonia e politraumatismos. O Hospital Geral “17 de Setembro” encontra-se num estado avançado de degradação, não se enquadrando nos novos padrões internacionais, pelo que é necessária uma nova infra-estrutura hospitalar, disse o director.
“A instituição tem meios modernos de diagnóstico, novos serviços, mas a sua estrutura física não se adequa aos equipamentos nela instalados”, lamentou, para adiantar que a construção de uma nova unidade depende da disponibilidade do Governo Provincial do Cuanza Sul e do Ministério da Saúde.
Para diminuir as enchentes no banco de urgência e melhorar o a­tendimento nos cuidados primários de saúde, a instituição mobilizou várias equipas móveis, que periodicamente vão ao encontro dos pacientes nas zonas peri-urbanas, ­onde realizam consultas médicas nos Centros e Postos de Saúde, segundo Felizardo Manuel.

Troca de experiência


Uma equipa de responsáveis de diversas áreas, com destaque para chefes de enfermagem e supervisores do Hospital Geral “17 Setembro” do Sumbe, visitou o Hospital Josina Machel, em Luanda, instituição de referência nacional.
O objectivo da visita foi a troca de experiências e de conhecimentos, sobretudo nos aspectos de atendimento ao público, supervisão e domínio das áreas específicas.
O director Felizardo Manuel disse que a deslocação ao Hospital Josina Machel foi proveitosa, uma vez que permitiu colher conhecimentos em várias matérias, principalmente nos aspectos organizativo e do manuseio de equipamentos das novas tecnologias.
Os técnicos do Hospital Geral “17 de Setembro” mantiveram ainda contactos com as áreas do banco de urgência, consulta externa, cardiologia, entre outras, tendo sido constatado que a instituição de Luanda possui um sistema que permite a sua conexão com outros hospitais da capital e do resto do país.
O Hospital Josina Machel possui um dispositivo de marcação de consultas via electrónica e fases de consultas e de cedência de alta, após o tratamento e está já requalificado ao ponto de permitir a assistência, em menos de 48 horas, de casos em estado grave, oriundos de outros pontos do país.

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