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Sector da saúde precisa de médicos especializados

Manuel Tomás | Sumbe

O Kwanza-Sul necessita de 250 médicos especializados em várias áreas para ver melhorada a prestação de serviços sanitários, sobretudo no meio suburbano, disse, ao Jornal de Angola, o director provincial da Saúde.

Director provincial da Saúde
Fotografia: Manuel Tomás

O Kwanza-Sul necessita de 250 médicos especializados em várias áreas para ver melhorada a prestação de serviços sanitários, sobretudo no meio suburbano, disse, ao Jornal de Angola, o director provincial da Saúde.
Adão Castelo afirmou que apenas dois médicos, que já estão a trabalhar, se candidataram às 12 vagas recentemente abertas.
No concurso público de admissão de novos quadros foram admitidos160 técnicos, na maioria enfermeiros auxiliares.
A província do Kwanza-Sul dispõe de 196 unidades sanitárias – 15 delas hospitais, 155 postos de saúde e 26 centros – onde trabalham 145 médicos, 1.436 enfermeiros e 110 técnicos especializados em diagnóstico e terapêutica.
O Kwanza-Sul, constituído por 12 municípios, tem cerca de 1,5 milhões habitantes.
Nas instituições sanitárias, referiu Adão Castelo, são também prestados serviços de consulta pré natal, pós parto, tratamento preventivo das grávidas, de puericultura, aconselhamento e testagem voluntária de HIV/ Sida.
Além disso, oferecem mosquiteiros impregnados, proporcionam vacinação de rotina e assistência integrada de doenças de infância e distribuem vitamina A e abendazol.
A província tem uma escola técnica de formação de auxiliares de saúde.

Índice de mortalidade

O director provincial da Saúde referiu que a malária, a maior causadora de mortes por doença, “tem sido combatida através do programa de luta anti larval”.  A seguir à malária, afirmou, as doenças mais frequentes são as diarreicas agudas causadas pelo consumo de água dos rios não tratada.
Os sectores da saúde pública, em todas as áreas, dispõem de produtos para o tratamento da água, disse, acrescentando que as doenças respiratórias agudas também têm causado muitas mortes.

Unidades sanitárias privadas

A direcção provincial da Saúde supervisiona 24 unidades sanitárias privadas, entre clínicas, farmácias, postos e centros de saúde
A cidade do Sumbe dispõe de 14 unidades privadas oficializadas, que prestam serviço remunerado à população com um determinado poder financeiro porque, frisou Adão Castelo, os preços praticados não estão ao alcance de todos.
No âmbito do Programa de Investimentos Públicos de 2007/08, referiu, o governo provincial adquiriu ambulâncias para todas as unidades hospitalares, mas as estradas ainda estavam degradadas, o que provocou a avaria de algumas, pelo há municípios que têm de recorrer a outros meios para o transporte dos pacientes.
Por terem sido colocados médicos em todas as unidades sanitárias, salientou, muitos casos clínicos, que eram tratados no hospital provincial “17 de Setembro”, passaram a sê-lo nos municípios.
Isso, disse, descongestiona o hospitalar provincial, onde apenas são atendidos doentes com graves complicações.

Perspectivas animadoras

Adão Castelo revelou que está a ser feito um “mapa do desenvolvimento sanitário da província”, com objectivo de antever as linhas mestras do sector e elaborar um planeamento efectivo mais acertado para colocar os médicos em função das necessidades de cada uma das localidades. Com este mapa, referiu, prevêem-se antever os pólos de formação que a província necessita, de forma a preparar melhor os quadros e a qualidade de atendimento, e implementar programas de saúde pública com técnicos locais para haver maior taxa de prevenção de doenças comunitárias.
“Para a elaboração do mapa do desenvolvimento sanitário, o Ministério da Saúde enviou equipas técnicas a todos os municípios para fazerem, com mais precisão, o levantamento das necessidades”, afirmou, acrescentando:
“No final, vão ser quantificados os montantes a empregar para desenvolver a saúde no Kwanza- Sul nos próximos dez anos”.

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