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Sobe violência contra crianças

Carlos Bastos | Sumbe

Os serviços provinciais do Instituto Nacional da Criança (INAC) do Cuanza Sul registaram durante o primeiro trimestre do ano   um total de 246 casos de violação dos direitos da criança, o que representa um aumento nas estatísticas, revelou, ontem, no Sumbe, o chefe provincial dos serviços do Instituto Nacional de Apoio à Criança.

Crianças merecem atenção redobrada
Fotografia: Dombele Bernardo

David Domingos disse que estes números   significam um aumento de 48 casos, se comparados com os dados do ano transacto. “Dos crimes destacam-se a fuga à responsabilidade paternal, com 133 casos, seguidos de situações de crianças em conflitos com a lei (32 casos) e de outros 26 menores abusados sexualmente, sendo que parte destes estavam com menos de 12 anos.”
Os  municípios que registaram um número maior de crimes contra menores foram Amboim, Sumbe e Quilenda, informou David Domingos, que precsiou que os crimes de furto  continuam a ser os mais cometidos por menores em conflito com a lei, sendo os municípios do Sumbe, Amboim e Cela os que maior números registaram.
“Durante o período   foram realizadas várias acções, destacando-se as visitas de trabalho efectuados aos municípios de Porto Amboim e Libolo, no âmbito da monitorização e avaliação dos conselhos municipais na implementação dos 11 compromissos da criança.” No domínio da expansão das redes de protecção e de promoção dos direitos da criança, David Domingos disse que se procedeu já o lançamento do núcleo comunitário do bairro Bumba, no município do Sumbe. “No domínio da advocacia, protecção, sensibilização e mobilização, a instituição trabalhou em parceria com a Administração Municipal do Sumbe, no enquadramento escolar de 16 crianças órfãs.”
David Domingos esclareceu que as principais causas que têm contribuído para o aumento da violência contra a criança  são a falta de diálogo entre casais, o desemprego e uso excessivo de álcool e droga por parte dos pais.
 “Uma das saídas para a redução dos índices de violência doméstica passa pela adopção de medidas eficazes, cujo impacto seja sentido a partir das famílias”, concluiu o chefe provincial dos serviços do Instituto Nacional de Apoio à Criança.

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