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Socorristas do Cuanza Sul aperfeiçoaram as técnicas

Casimiro José | Sumbe

As vítimas de sinistralidade rodoviária e de catástrofes naturais a nível da província do Cuanza Sul vão ter melhores cuidados, nos próximos dias, por parte dos socorristas locais, que tiveram uma formação intensiva, de dez dias, realizada pela delegação da Cruz Vermelha de Angola (CVA).

No referido curso, ministrado por formadores da Cruz Vermelha de Angola, em que participou um grupo de 68 socorristas, foram aperfeiçoados os conhecimentos sobre as técnicas de salvamento, reanimação, prestação dos primeiros socorros e práticas de evacuação segura de pessoas sinistradas.
Além da componente teórica, durante o curso  os formandos participaram em acções práticas.
O secretário provincial da Cruz Vermelha de Angola, Carlos Alberto da Silva, referiu que os socorristas vão complementar a actividade dos efectivos dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros, tendo em conta o grande número de sinistros que se registam na região.
Carlos Alberto da Silva disse acreditar que, com a formação de socorristas, amplia-se a acção de prestação de socorros aos sinistrados na província e, consequentemente, fecham-se algumas lacunas sentidas, nos últimos tempos.
Os meios técnicos estão garantidos pela instituição, embora considere oportuno mais apoios de outras instituições, para tornar mais eficiente a acção dos socorristas, disse Carlos Alberto da Silva. Para os próximos passos, o secretário provincial da CVA anunciou outra acção formativa para grupos de socorristas nos restantes municípios do Cuanza Sul, que prioriza as localidades do Cruzamento e da Menga, afectas ao município de Cassongue, afim de cobrirem a Estrada Nacional 120, que liga as províncias do Cuanza Sul e Huambo.
O presidente da Cruz Vermelha de Angola na província do Cuanza Sul, Isaías Bumba Luciano, considerou oportuna a formação de socorristas, salientando que a mesma representa a expressão viva do pacto da instituição junto das comunidades.
Isaías Luciano salientou que a Cruz Vermelha de Angola é pioneira na prestação de socorros e reconhecida pelo Executivo e que, desde a sua existência, sempre esteve presente na prevenção e alívio do sofrimento das populações afectadas pelos diversos fenómenos naturais ou sinistralidade rodoviária, além de actos de doação de sangue.
Salientou que a Cruz Vermelha de Angola tem uma trajectória longa, no capítulo da assistência humanitária nas diferentes etapas de existência de Angola, por isso, esta formação veio preencher uma lacuna sentida nas comunidades.
O presidente da CVA na província do Cuanza Sul apelou aos recém-formados  para actuarem com isenção e sem preconceitos raciais, religiosos ou partidários, nos casos para que forem solicitados.

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