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Sumbe bebe água potável

Manuel Tomás| Sumbe

Os habitantes da cidade do Sumbe e bairros periféricos, na província do Kwanza-Sul, vão, nos próximos dias, dispôr de uma nova estação de captação e tratamento de água, no âmbito do programa “Água para Todos”, promovido pelo Executivo, e outra de tratamento de águas residuais.

Segundo o coordenador da equipa de assistência técnica encarregada da criação da empresa provincial de águas e saneamento do Kwanza-Sul, Rui Roda, trata-se de um projecto entre o Executivo e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que financia a reabilitação dos sistemas de abastecimento de água, saneamento, resíduos, infra-estruturas sanitárias em espaço público, entre outros trabalhos.
Referiu que do projecto constam ainda colectores de esgotos, ramais de ligação, estações elevatórias, reservatórios e estações de tratamento de águas residuais por leitos de macrofitas.
Rui Roda sublinhou que se não houver constrangimentos, as obras poderão durar cerca de 18 meses. Sem indicar nomes das empresas envolvidas, referiu que a direcção nacional de abastecimento adjudicou as obras a três empresas contratadas para a estação de tratamento de água, rede de água e de saneamento.
Esclareceu que o investimento do BAD está direccionado apenas para a cidade do Sumbe, mas pode ser executado nas restantes municipalidades do Kwanza-Sul. “Depois da conclusão dos trabalhos, a cidade do Sumbe vai apresentar uma outra cara, abastecida com água de qualidade para todos os munícipes”, assegurou Rui Roda.
A directora nacional de prevenção e avaliação de impacto ambiental do Ministério do Ambiente, Sandra do Nascimento, explicou no acto da consulta pública do projecto de abastecimento e saneamento de águas residuais do Sumbe os efeitos e consequências de carácter ambiental que, eventualmente, possam surgir na execução de um projecto dessa envergadura.
Actualmente no Sumbe existe apenas uma estação de captação e tratamento de água localizada a montante do rio Cambongo, que funciona com deficiências.
A qualidade da água na zona de captação não é boa, já que a população vizinha a utiliza para lavagem da roupa, viaturas, higiene pessoal e outras actividades domésticas.
A rede de abastecimento de água encontra-se em avançado estado de degradação, com as valas de drenagem entupidas.
As autoridades querem, com urgência, um sistema eficiente de saneamento, abrangendo as componentes de colecta e destino final das águas residuais da cidade do Sumbe.
Participaram na sessão de consulta membros do governo, autoridades religiosas, tradicionais, sociedade civil, organizações sociais e convidados.

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