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Sumbe quer ministrar curso superior de petróleos

Manuel Tomás | Sumbe

O Instituto Nacional de Petróleos (INP), localizado no município do Sumbe, vai este ano criar as condições para introduzir cursos superiores de engenharia e gestão de petróleo e gás, foi anunciado pelo seu director-geral, Domingos Francisco, durante a primeira assembleia de pais e encarregados de educação, que antecedeu o início das aulas deste ano lectivo, onde foram matriculados 636 alunos, nos cursos de formação média.

Parte frontal do Instituto Nacional dos Petróleos cuja direcção está a criar condições para passar a ministrar cursos de nível superior
Fotografia: Fernando Camilo | Sumbe

O Instituto Nacional de Petróleos (INP), localizado no município do Sumbe, vai este ano criar as condições para introduzir cursos superiores de engenharia e gestão de petróleo e gás, foi anunciado pelo seu director-geral, Domingos Francisco, durante a primeira assembleia de pais e encarregados de educação, que antecedeu o início das aulas deste ano lectivo, onde foram matriculados 636 alunos, nos cursos de formação média.
Neste ano lectivo, acrescentou, o Instituto Nacional de Petróleos, para o ensino médio, vai ministrar cursos técnicos de geologia petrolífera, minas, perfuração e produção, processamento de gás, refinação, instrumentação petrolífera e mecânica de instalação.
Na formação profissional constam os cursos de instrumentação, electricidade industrial, mecânica de manutenção, operadores de produção, de refinaria, mecânica de frio e inglês. Estão disponíveis 19 turmas, cujas aulas são garantidas por um corpo docente qualificado com 47 professores.
O director-geral do Instituto Nacional de Petróleos, Domingos Francisco, explicou aos pais e encarregados de educação que, neste trimestre, a instituição vai colocar em funcionamento uma nova biblioteca, uma secretaria pedagógica e um centro de reprodução de textos, devidamente equipados, e, na segunda fase, um acervo de livros técnicos e científicos de interesse para o ensino no sector petrolífero, a fim de propiciar melhores condições de aprendizagem.
Uma vez instalados os 11 laboratórios básicos, provenientes do programa de reforma educativa, dos 18 previstos para as aulas práticas de informática, multimédia, física e química básicas, electrónica, pneumática e hidráulica, o processo prossegue, facultando aos estudantes o acesso aos instrumentos essenciais, que permitam uma aprendizagem de qualidade nas áreas técnicas.
“O Instituto Nacional de Petróleos está confrontado com a necessidade de mobilização de recursos que permitam a realização de investimentos em laboratórios de maior complexidade, aptos a responder às exigências cada vez maiores da indústria petrolífera”, acrescentou o director-geral.

Abastecimento de água

Domingos Francisco esclareceu os pais e encarregados de educação que este ano lectivo está prevista a construção de um novo sistema de captação, tratamento e distribuição de água, a partir do rio Keve, substituindo o actual, com mais de 30 anos, dando resposta ao problema da a qualidade da água que se utiliza na instituição.
O Instituto Nacional de Petróleos dispõe de um posto médico, com um corpo clínico especializado, equipado com e material apropriado para prestar uma boa assistência médica e medicamentosa aos formandos, aos trabalhadores e seus familiares.
O director-geral do Instituto Nacional de Petróleos informou que estão a ser mobilizados recursos uma unidade de estomatologia, que permita o tratamento de alunos e trabalhadores, e que o posto médico seja dotado de equipamento para efectuar exames de Raios X.

Novos projectos

Domingos Francisco informou que o Instituto Nacional de Petróleos tem um conjunto significativo de novos projectos, que vai lançar a escola para patamares de qualidade, competência e excelência, dos quais constam a construção de vivendas para alojar os docentes, edificação de um ginásio, uma piscina e um campo para a prática de futebol. Está igualmente projectada a criação de um centro tecnológico, constituído por oficinas de soldadura, maquinação, canalização e gás, laboratórios de ensaios e outras unidades técnicas.
Domingos Francisco pediu aos pais e encarregados de educação maior colaboração na orientação dos filhos e educandos, porque “o domínio comportamental constitui a chave mestra que faz sobreviver a escola, no plano de realização dos seus objectivos fundamentais”.
A primeira assembleia de pais e encarregados de educação contou com a presença do chefe de departamento de políticas de recursos humanos do Ministério dos Petróleos, Geraldo António Cerqueira Cadete, do director provincial da Educação, Ciência e Tecnologia, Francisco Figueiredo Júnior, do coordenador da comissão de pais e encarregados de educação do Instituto Nacional de Petróleos, Joaquim Fernando Capapelo, entre outros convidados, segundo o director Domingos Francisco.

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