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Sumbe recupera a prosperidade de outrora

Manuel Tomás | Sumbe

Do amanhecer ao pôr-do-sol, a cidade do Sumbe vive uma frenética movimentação de homens e máquinas. Trata-se da segunda fase de requalificação e reabilitação das infra-estruturas básicas da capital do Kwanza-Sul, que decorre desde Abril e deve ficar concluída dentro de 21 meses.

Os trabalhos em curso na região incluem a construção e recuperação de sistemas de drenagem das águas pluviais e redes de esgotos
Fotografia: Manuel Tomás | Sumbe

Do amanhecer ao pôr-do-sol, a cidade do Sumbe vive uma frenética movimentação de homens e máquinas. Trata-se da segunda fase de requalificação e reabilitação das infra-estruturas básicas da capital do Kwanza-Sul, que decorre desde Abril e deve ficar concluída dentro de 21 meses.
Os trabalhos incluem a construção e recuperação de sistemas de drenagem das águas pluviais, redes de esgotos, iluminação pública, estações de captação e tratamento de água, pavimentação das vias e reparação de lancis e passeios. As obras, que abrangem as cidades da Gabela e Porto Amboim, estão orçadas em 51 mil milhões de kwanzas.
Para já, a qualidade e quantidade do fornecimento de energia eléctrica produzida a partir de Cambambe, Kwanza-Norte, melhorou. A entrada em funcionamento de uma nova subestação do Alto Chingo também permitiu expandir a electricidade para todos os bairros periféricos da cidade, ao que se juntou a reabilitação da rede de média e baixa tensão e a substituição dos velhos cabos obsoletos, que apresentavam um elevado grau de degradação.
As principais ruas dos eixos cidade/Morro do Chingo/ aeroporto estão iluminadas, tal como o bairro da Assaca. A regularização da iluminação pública originou uma redução dos acidentes de viação e dos assaltos. A escuridão, que durante longos anos envolveu as noites de vários bairros, faz agora parte do passado. Com a luz da rede eléctrica calaram-se os geradores e recuperou-se a tranquilidade do silêncio.

Universidade em expansão

Um edifício de 24 salas e diversos laboratórios está a ser construído para albergar a Universidade Katyavala Bwila, cujo Instituto de Ciências da Educação já está em funcionamento, tal como o Superior Politécnico. Igualmente em construção encontra-se um Campus Universitário na área dos Ex-Carvalhos e uma escola de formação de marinheiros no Quicombo.
Existe ainda o Instituto Nacional de Petróleos, a Escola de Formação de Professores, o Politécnico Médio e o Centro Profissional do Cuacra. Estas unidades do ensino médio e superior têm inserido centenas de jovens em diversos ramos, evitando que se desloquem para outras províncias a fim de adquirirem a formação pretendida.
No âmbito do programa de desenvolvimento municipal integrado e de combate à pobreza, a cidade passou a ter um novo hospital municipal, equipado e apetrechado com tecnologia de ponta. Além de banco de urgência e farmácia, possui serviço de pediatria, salas de tratamento, medicina para ambos os sexos, laboratórios, consultórios e outras áreas.
Graças a esta nova unidade sanitária, a afluência de pacientes ao hospital provincial 17 de Setembro diminuiu, o que permite um atendimento melhor dos doentes.  Foi ainda construído um centro de saúde no bairro da Assaca e outro no Chingo. Nos últimos tempos, tem-se verificado um aumento significativo da rede hoteleira.
A par das antigas unidades, como a Ritz e Sol Nacional, situadas na marginal, surgiram outras, como os hotéis Sumbe e Kalunga, hospedarias, pensões e similares.
O aumento da rede de estabelecimentos comerciais é notório. Vislumbram-se lojas por todo o lado e é evidente a dinâmica comercial que a cidade está a adquirir. Como qualquer cidade que cresce e recupera a sua vida normal, o Sumbe tem conhecido um aumento do tráfego rodoviário, razão pela qual é urgente a montagem de semáforos e passadeiras em determinadas artérias e vias.
O trânsito desordenado e os engarrafamentos em horas de maior circulação começam a ser uma constante na região.

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