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Terapeutas e parteiras tradicionais melhoram conhecimentos no Sumbe

Manuel Tomás | Sumbe

O coordenador provincial do Kwanza-Sul da Associação dos Praticantes de Medicina Natural e Tradicional e Plantas Medicinais afirmou, na cidade do Sumbe, que a medicina natural não tem nada a ver com a prática da bruxaria, do ocultismo ou da feitiçaria, como se pensa em alguns círculos.

O coordenador provincial do Kwanza-Sul da Associação dos Praticantes de Medicina Natural e Tradicional e Plantas Medicinais afirmou, na cidade do Sumbe, que a medicina natural não tem nada a ver com a prática da bruxaria, do ocultismo ou da feitiçaria, como se pensa em alguns círculos.
“Determinadas pessoas associam a terapia natural e tradicional à prática de bruxaria, feitiçaria, magia, superstição ou ao obscurantismo e ocultismo, provocando o descrédito desta medicina, assim como dos que a exercem”, disse Alfredo Kanjila, no encerramento de um seminário de troca de experiências promovido pela associação, na cidade do Sumbe. O evento, que decorreu durante 15 dias, surgiu na sequência da realização em Agosto último, em Luanda, da primeira Conferência Nacional de Medicina Tradicional e contou com a participação de 160 terapeutas, entre ervanários e parteiras tradicionais, provenientes dos municípios do Sumbe, Conda e Seles . Alfredo Kanjila disse que o referido seminário visou também capacitar os terapeutas e parteiras tradicionais sobre o desenvolvimento da medicina tradicional e práticas complementares.
O coordenador  informou que a associação, constituída em 1983, conta com 4.750 parteiras e 950 terapeutas tradicionais.
Alfredo Kanjila mostrou-se insatisfeito pelo preçário praticado em certas localidades nas consultas e tratamento dos pacientes e garantiu que está prevista a elaboração de uma tabela de preços, a ser seguida por todos os praticantes de medicina natural e tradicional.

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