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Terapeutas tradicionais promovem fórum

Engrácia Camilo | Sumbe

Parteiras tradicionais, ervanários e terapeutas, participaram na na cidade Sumbe, num seminário de formação sobre técnicas da maternidade tradicional.

A medicina tradicional em Angola está mais desenvolvida nas comunidades rurais
Fotografia: Francisco Bernardo |

Parteiras tradicionais, ervanários e terapeutas, participaram na na cidade Sumbe, num seminário de formação sobre técnicas da maternidade tradicional.   
O encontro visou integrar as práticas da medicina tradicional no sistema nacional de saúde, para garantir os cuidados com eficácia, segurança e qualidade de vida
O seminário foi promovido pela associação dos praticantes da medicina natural e tradicional (METRA) e plantas medicinais (APLAMED) do Kwanza Sul.
Durante um dia os participantes falaram sobre partos difíceis ou complicados, partos naturais, doenças mentais, tromboses, epilepsia e paludismo na gestação.
Em análise esteve também a utilidade do embondeiro e outras plantas medicinais. A organização do seminário pretende criar mecanismos normativos e legais para a promoção de uma boa prática do uso desta especialidade.   
O coordenador provincial da associação dos praticantes da medicina natural, tradicional e plantas medicinais, Alfredo Canjila, sublinhou que o seminário visou dar mais conhecimentos às parteiras, ervanários e terapeutas tradicionais sobre técnicas para o desenvolvimento da medicina e as suas práticas.
A medicina tradicional está mais desenvolvida nas comunidades rurais, por isso a formação visa criar uma maior harmonização nos seus trabalhos diários.“As parteiras tradicionais e terapeutas devem contribuir para a redução da mortalidade materna e infantil e aumentar a cobertura de atendimento das mulheres grávidas em todas localidades da província”, frisou Alfredo Canjila.
A associação dos praticantes da medicina tradicional no Kwanza-Sul é composta por 1.750 parteiras e 950 terapeutas tradicionais.

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