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Vila da Conda recebe turistas

Casimiro José| Conda

A vila do Conda, no Kwanza-Sul, está engalanada e pronta para receber turistas de todo o país: faz hoje 93 anos que foi elevada à categoria de vila e portanto o dia é de festa.
O município do Conda tem vindo a afirmar-se nos patamares desejados, graças ao trabalho abnegado das autoridades e dos seus habitantes, dando alento para o futuro.

A esperança dos habitantes renasce com a construção de infra-estruturas sociais
Fotografia: Casimiro José| Conda

A vila do Conda, no Kwanza-Sul, está engalanada e pronta para receber turistas de todo o país: faz hoje 93 anos que foi elevada à categoria de vila e portanto o dia é de festa.
O município do Conda tem vindo a afirmar-se nos patamares desejados, graças ao trabalho abnegado das autoridades e dos seus habitantes, dando alento para o futuro.
O administrador municipal em exercício, Germano Armando, disse ao Jornal de Angola que os trabalhos desenvolvidos em diversos sectores estão a dar os seus frutos.
Na antecâmara da jornada comemorativa, o governador provincial do Kwanza-Sul, Serafim do Prado, testemunhou a entrega de dez casas sociais pela direcção provincial de Urbanismo e Construção à administração municipal do Conda que, de acordo com o administrador em exercício, vão minimizar a situação de acomodação dos quadros da administração local.
A construção do centro materno-infantil, com capacidade para 30 camas, que comporta salas de consultas, obstetrícia, internamento de pré-parto, partos, ginecologia e laboratório, cuja inauguração está prevista para a segunda quinzena deste mês, constitui também um ganho para o município em festa.
Na vila, estão a ser reabilitadas infra-estruturas sociais, como as obras de melhoramento da casa protocolar da administração municipal, da escola primária nº138, do cemitério municipal, já em fase de conclusão. Das acções em curso, constam ainda a construção de lavandarias e chafarizes, seis salas de aulas e de um centro infantil de educação comunitário.

Reparação das vias

A esperança dos habitantes do Conda renasce com a reparação das vias de acesso que ligam o município à estrada nacional número 100 e à vila do Úku-Seles, e respectivas pontes, empreitadas a cargo das empresas construtoras M.Couto Alves – Vias e Telhabel.
As autoridades administrativas consideram a reparação das vias como sendo a mola impulsionadora para o desenvolvimento social e económico, e o incentivo para potenciais investidores nacionais e estrangeiros.
Assim, muitos naturais do Conda que se encontram noutras províncias do país e na diáspora fazem as malas para regressar a casa, com o objectivo de contribuírem para o desenvolvimento do município.
O administrador em exercício, Germano Armando, apelou no sentido de os naturais e amigos com capacidade financeira investirem na região, salientando que as autoridades estão abertas a apoiarem-nos com os meios ao seu alcance.
São muitos os nascidos no Conda residentes noutras partes de Angola e no estrangeiro que se encontram actualmente na sua terra natal para sentirem o pulsar e o calor das comemorações dos 93 anos.
O padre Anacleto Monteiro, residente em Roma, nasceu na aldeia da Anguna. Interpelado pelo Jornal de Angola, mostrou-se satisfeito com o crescimento do município e com a execução de obras de reparação das vias de acesso.
O sacerdote, que em Roma desempenha o cargo de vice-reitor do Pontifício Colégio Missionário de São Paulo, está optimista quanto ao desenvolvimento do município que o viu nascer, salientando os níveis alcançados por muitos jovens no domínio da formação académica.
"Fiquei surpreso quando cheguei por notar que muitos jovens estão apostados nos estudos, o que considero ser um bom indicador para o desenvolvimento do nosso município", frisou Anacleto Monteiro, reconhecendo os esforços de homens e mulheres do município que estão a mudar a imagem da vila e sublinhando a construção e reabilitação de infra-estruturas sociais, como escolas, postos de saúde e outras.
João António Cordeiro, na casa dos 60 anos, é residente na vizinha província de Benguela. Deixou a vila do Conda com18 anos, mas  regressou à terra que o viu nascer  na companhia da mulher e do filho para se juntar a festa. Ao Jornal de Angola disse ter chegado o momento de investir na sua terra natal e espera abrir um escritório de representação da sua empresa.

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