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Violência doméstica preocupa província

Carlos Bastos| Porto- Amboim

A vice-governadora do Kwanza-Sul para o sector político e social considerou na sexta-feira, no município de Porto Amboim, os casos de violência doméstica como um assunto de extrema importância, por envolver famílias e a sociedade.

Decorrem na província do Kwanza-Sul várias acções de sensibilização para que a população denucie os actos de violência doméstica
Fotografia: Jornal de Angola


Maria de Lourdes Veiga, que falava na conferência sobre a lei contra a violência doméstica, disse que o fenómeno marca uma fase de transformação e da conduta humana perante as comunidades, argumentado que a realização destes encontros ajudam a divulgar a lei entre as famílias e à sociedade, devendo merecer o apoio de todos.
A directora provincial da Família e Promoção da Mulher, Maria Teresa Cardoso, que dirigiu os debates, sublinhou que a violência doméstica afecta o relacionamento quotidiano e a convivência. A violência sempre foi, desde tempos remotos, um dos grandes problemas em todas as sociedades e em muitas famílias, sendo as mulheres e as crianças as principais vítimas.
“O Ministério da Família e Promoção da Mulher tem gizado programas destinados a combater este flagelo, apelando a todas as forças vivas da sociedade no sentido de serem tomadas medidas pertinentes sobre este mal e procurar reduzir os índices”, salientou. A nível da província, as vítimas de violência doméstica passaram a ter mais coragem e têm denunciado os a­gressores, ao contrário do que se passava no passado, quando os crimes desta natureza eram ignorados. Maria Teresa Cardoso referiu que, no primeiro trimestre deste ano, a direcção provincial da Família e Promoção da Mulher registou 229 casos de violência doméstica.
“A lei sobre Violência Doméstica visa prevenir, combater e punir os autores dos actos. Também tem o objectivo de informar as vítimas destes crimes sobre os seus direitos, assegurar a protecção policial e jurisdicional célere e eficaz, para criar serviços especializados e de atendimento às vítimas de violência”, precisou.

Recomendações

Os participantes na conferência provincial sobre a lei contra a violência doméstica recomendaram ao Governo a criação de mecanismos que facilitem a tomada de medidas. Consideraram, igualmente, que se deve fazer uma revisão da lei, no artigo sobre a união de facto, por não favorecer as mulheres que vivem maritalmente.
O Grupo de Liderança Feminina (Glif) é uma organização feminina sem fins lucrativos que tem desenvolvido acções destinadas à promoção da participação das mulheres na vida pública e política da província.

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