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Wako Kungo está privado de água potável desde Abril

Casimiro José | Wako Kungo

A diminuição do caudal do rio Lupupa foi apontado como o principal factor da falta de água
Fotografia: Jornal de Angola

Os moradores da cidade do Wako Kungo e arredores, município da Cela, estão privados de água potável desde Abril, devido à diminuição do caudal no ponto de captação da Lupupa, soube o Jornal de Angola do administrador municipal, Isaías Luciano.
A água chega em pequenas quantidades até ao jardim municipal da cidade,  onde os populares se abastecem, enquanto esperam a  construção do novo sistema de captação e distribuição, cuja empreitada foi adjudicada à empresa Elecnor, SA.
A situação atinge dimensões alarmantes a cada dia que passa devidas às fracas chuvas que se registaram na região. O administrador municipal da Cela, Isaías Luciano, disse ao Jornal de Angola que a empresa garantiu a execução da empreitada dentro dos prazos estabelecidos, mas notou que a falta de acções no terreno está a retirar a esperanças das populações.
“Após a consignação da obra, em Dezembro de 2011, a administração cedeu um espaço para a empresa montar o seu estaleiro, mas até ao momento nenhuma acção de vulto nos dá a garantia da execução da obra”, disse o administrador, notando que, por isso, é crescente a pressão das populações, porque as cacimbas que serviam de alternativa secaram, o que está a provocar uma elevada procura de água na vila do Wako Kungo e arredores.
O administrador municipal da Cela pediu maior celeridade das obras, para devolver aos munícipes o abastecimento da água potável. Um dos responsáveis da Elecnor, SA, Filipe Aço, esclareceu que foi já feita a aquisição do material  em Luanda, para o arranque da empreitada, faltando apenas o seu transporte para a vila do Wako Kungo.
A diminuição do caudal do rio Lupupa foi apontada como o principal factor de estrangulamento da normalização do fornecimento de água potável à cidade do Wak Kungo, mas Filipe Aço garantiu que os técnicos da empresa estão trabalhar para repor o abastecimento.
A baixa do caudal do rio Lupupa, disse, está também a criar problemas técnicos ao projecto, com o surgimento de outras tarefas não previstas, como a escavação dos locais que garantam a captação de água para os tanques reservatórios.
A primeira fase do projecto de construção do sistema de captação e distribuição de água potável à cidade do Wako Kungo e seus arredores, cujo prazo termina em Dezembro, compreende acções de melhoramento na captação, reabilitação da conduta adutora entre a captação e o reservatório em tubo de fibrocimento, num troço de um quilómetro e construção de 17.150 metros de conduta de vários diâmetros.
O projecto inclui também a construção de 350 ligações domiciliárias completas, construção de seis pontos de água e de 15 chafarizes novos. A falta de água no rio onde é feita a capitação que abastece a cidade exige medidas alternativas, para o consumo púiblico.

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