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Chuvas de Abril provocam danos

Cristina da Silva |

Treze mil residências encontram-se privadas do fornecimento de energia eléctrica devido à inundação de 11 postos de transformação na rua Kwame Nkrumah. Foram afectados o Ministério da Defesa, a Praia de Bispo, o Bairro Prenda, o Bairro Azul e parte da Maianga.

Várias ruas de Luanda com destaque para as zonas suburbanas ficaram alagadas o que impossibilitou a normal circulação de muitas viaturas
Fotografia: José Cola

O porta-voz da ENDE, Pedro Bila, garantiu que os técnicos, às primeiras horas de ontem, estiveram no local para prontamente reporem a ­normalidade. “Pensamos nas próximas horas restabelecer o fornecimento de energia aos bairros acima citado.” Dados dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros referem que as chuvas que se abateram em toda a extensão de Luanda, num período de quatro horas na segunda-feira, provocaram   14 mortes, cinco desaparecidos e 37 feridos. Das 14 mortes nove ocorreram no município de Cacuaco.
A chuva de segunda-feira causou também a inundação de 11.374 residências e 460 outras desabaram e ficaram descobertas. Faustino Minguês, porta-voz dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros de Luanda, disse que ficaram inundadas 69 escolas, 16 colégios, 23 igrejas, 17 postos policiais e 11 postos de transformação.
Faustino Minguês disse que as zonas mais afectadas foram os municípios de Viana, Cazenga, Cacuaco e o Distrito de Kilamba Kiaxi.
Quanto às respostas, Faustino Minguês garantiu que nas zonas críticas estão a ser realizadas sucções e abertura de valetas.
“Continuamos  à procura de pessoas desaparecidas”, garantiu. As chuvas danificaram também uma conduta   no Distrito do Sambizanga, privando de fornecimento de água potável  o bairro Miramar.
Domingo Paciência, porta-voz da EPAL, garantiu ao Jornal de Angola que o trabalho de reparação está a ser feito de modo  a voltar à normalidade.
Relativamente à informação das redes sociais, dando conta da  coloração da água potável, a EPAL informa que o facto se deve ao ­aumento do nível do caudal dos rios Kwanza e Bengo. Essa situação, acrescentou, tem, causado enchente nos pântanos e mangais, arrastando grande quantidade de matéria orgânica para os rios onde há sistemas de captação de água alterando deste modo a qualidade da água bruta a ser tratada.
“Não obstante a cor apresentada a água tem sido tratada, apresentando os valores paramétricos exigidos pela Organização Mundial da Saúde”, lê-se no comunicado da EPAL.

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