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Incumpridoras deixam de ser pagas

Domiana N'jila|

O governador de Luanda, Bento Bento, reuniu-se ontem com a direcção da Elisal, representantes de empresas de recolha de lixo e do Ministério do Ambiente e com o administrador do Cazenga, Tany Narciso, para fazer o balanço da campanha de limpeza e educação ambiental realizada de 27 a 30 de Junho no município do Cazenga.

Governador de Luanda Bento Bento assegurou que as operadoras que prestarem maus serviços ficam sem pagamento
Fotografia: Nuno Flash

Bento Bento considerou a campanha positiva e disse que a grande quantidade de lixo retirada das ruas do município nesse período é consequência do “mau trabalho das empresas de recolha que não cumpriram com o seu trabalho".
O governador provincial sublinhou que vai continuar a ser rigoroso com as operadoras de recolha de lixo: “As operadoras que continuarem a prestar maus serviços não vão ser pagas."
 Bento Bento referiu que algumas operadoras  são incapazes de continuar a trabalhar com o governo da província porque mostraram que não têm o mínimo de qualificação. “Na altura do concurso de admissão de novas empresas, muitas movimentaram os meios de estaleiro para estaleiro enganando os júris." O governador de Luanda agradeceu à ministra do Ambiente, Fátima Jardim, pelo apoio prestado à campanha de limpeza com materiais, meios humanos e formação ambiental aos munícipes do Cazenga. De acordo com o novo modelo de recolha de lixo, as empresas passam a ter mais responsabilidades, informou Bento Bento. “As empresas devem passar a transportar todos os resíduos recolhidos para o aterro sanitário onde é pesado e balanceado o nível de trabalho das operadoras."
O director da Elisal, Ermelindo Pereira, disse que o balanço da campanha é “satisfatório". “Organizámos o projecto Sábados Verdes sob orientação do governo da província com o apoio do Ministério do Ambiente e regularmente vamos organizar campanhas em todos os municípios, com prioridade para os mais críticos." Ermelindo Pereira salientou que o projecto prevê a interacção com vários agentes como igrejas, organizações juvenis, universidades, instituições de ensino primário e secundário e poderes locais.
“Começámos a campanha no Cazenga porque era o mais crítico e vamos passar a partir de hoje até 7 de Julho no município de Viana.”

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