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Largo da Independência atrai munícipes

Domiana N'jila

Fotografar é muito mais do que o clique do obturador. Em cada fotografia recriam-se  emoções. Uma fotografia é uma frase nessa história, contada sem palavras, um fotógrafo é muito mais que alguém com uma câmara na mão. Um fotógrafo é, acima de tudo, um contador de histórias.

O largo da Independência é um dos lugares onde muitas famílias em Luanda tiram fotografias de recordação que duram a vida inteira
Fotografia: José Soares

O Largo da Independência é um dos lugares preferidos por muitas famílias em Luanda para tirar fotografias   que duram a vida inteira. 
Há quem não dispense os serviços de um profissional da fotografia. Muitos fotógrafos estão preparados para ajudar as pessoas em vários pontos bonitos da baixa da cidade para aproveitar os momentos de festa ou de lazer.
Nas sextas-feiras muitos casais de noivos de Luanda escolhem o Largo da Independência  para fazerem  sessões de fotografias inesquecíveis que depois de muitos anos permitem recordar o momento.
  Abraão Costa Dias disse que o interesse pela fotografia surgiu há cerca de dez anos quando começou a tirar fotografias por curiosidade. Hoje,   tirar fotos, para ele,  não é  uma questão de curiosidade mas de sobrevivência.
Todos os dias desloca-se ao Largo  da Independência mas para atender aqueles que  apreciam um bom retrato. “Não tenho uma hora exacta de chegar ao Largo porque  além da fotografia faço outros serviços.”  O fotógrafo contou à reportagem do Jornal de Angola que  os dias em que chega mais cedo são as sextas-feiras, sábados e  domingos porque é contactado para reportagens de aniversários, casamentos, pedidos e baptizados.
Por fotografia cobra  entre 200 e 500 Kwanzas. “Depende do tamanho da fotografia. Antes tínhamos mais clientes mas agora o número reduziu bastante, ganhamos mais com as reportagens de casamentos e aniversários”, disse Abraão Costa Dias.  “Não sei se sou profissional  mas entendo da arte de fotografar, pois sou contactado por pessoas de vários estratos sociais que reconhecem o meu trabalho”, acrescentou, para concluir: “Não penso  desistir da minha profissão porque  além de ser o meu ganha-pão o facto de conhecer lugares e pessoas que nunca pensei conhecer torna-a especial todos os dias.”

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