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Luanda responde a calamidades naturais

Nilza Massango |

A província de Luanda passa a contar nos próximos dias com um Plano de Preparação, Contingência, Resposta e Recuperação de Calamidades. 

Secretário de Estado Eugénio Laborinho lembrou que a prioridade é a gestão de riscos
Fotografia: Dombele Bernardo

Desde terça-feira, decorre em Luanda um seminário para a elaboração do plano, com a participação de técnicos das comissões Nacional e Provincial de Protecção Civil, administradores municipais e distritais, autoridades tradicionais, consultores e representantes das Nações Unidas.
O secretário de Estado do Interior Eugénio Laborinho afirmou, na abertura do seminário, que termina hoje, que a projecção de cenários de risco, a implementação de centros de coordenação operacional e a elaboração de planos provinciais de contingência são recomendações saídas de um encontro nacional realizado em Malanje, com o objectivo de se reforçarem as comissões provinciais de protecção civil.
As províncias do Cunene, Namibe, Huíla, Cuanza Norte e Uíge já contam com planos de contingência de calamidades, bem elaborados e testados com sucesso.
Eugénio Laborinho encara a elaboração do plano de Luanda como um dos processos mais complexos do planeamento provincial, visto que se trata da província com maior população do país e que concentra a estrutura central de governação.
“Tendo em conta as alterações climáticas, a degradação ambiental e os vazios no planeamento territorial, como causas principais do aumento das vulnerabilidades, urge a necessidade do aumento da protecção das populações através de acções e compromissos claros que reduzam o risco e melhorem a capacidade de resposta da província, das administrações municipais e locais”.
O secretário de Estado apelou às instituições técnicas e científicas a contribuírem no processo, transmitindo as informações necessárias para uma compreensão detalhada sobre as ameaças existentes, e tendo em conta que o sector privado, como motor fundamental da dinâmica económica da província deve ser chamado a colaborar nas acções em curso. O secretário de Estado lembrou que o Executivo estabeleceu como actividades prioritárias a gestão de riscos, a redução das suas causas e a protecção das pessoas e dos investimentos públicos e privados.   
“A Comissão Nacional de Protecção Civil aprovou dois planos fundamentais para o desenvolvimento das acções de redução dos riscos e atenção aos desastres no país, sendo o Plano Estratégico de Prevenção e Redução do Risco de Desastre e o Plano Nacional de Preparação, Contingência, Resposta e Recuperação de Desastres 2015-2017”, disse.
A vice-governadora provincial de Luanda para a área Política e Social, Jovelina Imperial, em representação do governador Graciano Domingos, na qualidade de coordenador da Comissão Provincial de Protecção Civil, assegurou que o plano provincial de contingência vai ajudar a colmatar as várias necessidades que surgem, tendo em conta as calamidades que se abatem sobre a província de Luanda.

Cazenga acautelado 

Para o administrador municipal do Cazenga, Tany Narciso, a elaboração do plano provincial de contingência vem reforçar as acções desenvolvidas pela Comissão Municipal de Protecção Civil.
Com as últimas chuvas na província, o administrador municipal revelou que cerca de 33 escolas ficaram inundadas, mas a administração soube dar uma resposta imediata com os meios disponíveis, nomeadamente motobombas e carros de sucção. Ficou assim garantida a continuidade das aulas, visto que os alunos estavam em época de provas.
O município do Cazenga tem 32 áreas ou zonas de risco já identificadas. Tany Narciso revelou que o número de mortes por afogamento reduziu consideravelmente, mas lamenta o facto de haver muitas mortes por electrocussão, principalmente em tempo de chuva, facto que geralmente acontece por negligência da própria população. Por isso, reforçou a importância de alertar e informar as populações sobre como agir diante das várias situações de risco.

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