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Realojamento condiciona conclusão de obras

Victorino Joaquim |

O responsável do Gabinete Técnico de Coordenação e Acompanhamento dos Projectos da Cidade de Luanda, Luís Filipe da Silva, afirmou ontem que existem obras paralisadas devido às pessoas que vivem em áreas onde estão em execução as obras sob responsabilidade do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA).

Luís Filipe da Silva, que também é secretário de Estado das Águas, falava no final de um encontro com responsáveis do INEA, para se inteirar da execução das obras das vias estruturantes da província de Luanda. “As pessoas que vivem nessas áreas devem ser desalojadas e realojadas noutras localidades, para que as obras possam prosseguir”, disse.
Para isso, salientou, “temos de construir novos bairros, novas urbanizações. Mas o problema que se coloca é, principalmente, a falta de espaços para a construção”.
Em relação ao Zango, uma área concebida para atender as pessoas retiradas das zonas de risco e a viver em condições precárias, afirmou que, hoje, já está a chegar ao limite da sua capacidade e há necessidade de se identificarem outras áreas onde se possa executar novas construções.
Luís Filipe da Silva frisou que esta situação não ocorre somente com as obras sob responsabilidade do INEA, mas também com grande parte dos projectos a serem executadas em Luanda, sobretudo ao nível dos eixos viários, do abastecimento de energia e água, das ruas secundárias e terciárias e de saneamento.
Assegurou que as soluções ao constrangimento que se verifica na via Luanda/Viana vão ser encontradas, de forma que não prejudiquem quer o projecto de colocação de postes quer o de construção da via.
A construção da estrada da Boavista/Cacuaco, já em fase de conclusão, restando somente o troço da Refinaria até à rotunda da Boavista, é das principais obras da responsabilidade do INEA.
O director do INEA, António Resende, garantiu que até ao final do ano fica concluída a construção da estrada do Futungo, que liga a UGP à Ponte do Benfica. A rotunda Camama/Viana fica concluída no próximo ano.
A maioria da população a ser desalojada e realojada está na zona do Cazenga, onde estão em execução as obras da Quinta e Sétima Avenidas.

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