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Reforço da prevenção é crucial

André da Costa |

O Plano de Desenvolvimento da Província de Luanda relativo à gestão do tráfego rodoviário e o impacto da entrada em funcionamento dos transportes marítimos foram abordados, ontem, durante a segunda reunião da Comissão Executiva do Conselho Nacional de Viação e Ordenamento do Trânsito, presidido pelo seu coordenador, Ambrósio de Lemos.

Ambrósio de Lemos presidiu aos trabalhos da Comissão Executiva do Conselho Nacional de Viação e Ordenamento do Trânsito
Fotografia: Domingos Cadência

No final do encontro, o porta-voz da comissão, comissário Inocêncio de Brito, disse à imprensa que o plano contempla acções que visam a melhoria da circulação rodoviária, como a construção e reabilitação de estradas secundárias e terciárias, e a instalação de passagens aéreas em diversas zonas da cidade, visando a travessia segura de peões e a redução dos atropelamentos.
Inocêncio de Brito salientou que a entrada em funcionamento dos transportes marítimos, vulgo “catamarã”, "veio aliviar o stress e outras situações negativas provocadas pelos engarrafamentos". O também director nacional de Viação e Trânsito explicou que o balanço semestral da sinistralidade rodoviária é negativo, devido ao aumento dos acidentes que enlutam diariamente dezenas de famílias no país. O coordenador da Comissão Executiva do Conselho Nacional de Viação e Ordenamento do Trânsito defendeu o reforço do trabalho de prevenção, para inverter o actual quadro da sinistralidade rodoviária, a qual considera “preocupante", apesar do trabalho de fiscalização e regularização do trânsito e da melhoria das condições das estradas. Referiu que os utentes das vias, em particular os automobilistas, devem ser sensibilizados a respeitar o Código de Estrada. Ambrósio de Lemos sublinhou que o pagamento do seguro obrigatório vai permitir reduzir, em termos policiais, os processos de contencioso resultantes dos acidentes de viação em que haja danos materiais, pois passam a ser da responsabilidade das seguradoras. A intenção da Polícia Nacional, salientou, não é fazer “caça" aos automobilistas, mas tão somente fiscalizar o trânsito dentro da sua actividade normal, levando-os assim a assegurarem as suas viaturas.

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