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Urbanização Vida Pacífica é privada

Pereira Dinis

O governador Sérgio Rescova explicou, ontem, que os prédios da urbanização Vida Pacífica, no Zango Zero, município de Viana, apesar de terem sido construídos num espaço público, são privados, razão pela qual o Governo Provincial de Luanda “não tem nada a ver com situações como fissuras que já estão a surgir em vários apartamentos”.

Rescova ouviu as preocupações de inquilinos do Vida Pacífica
Fotografia: Santos Pedro | Edições Novembro

A explicação do governador da província de Luanda foi feita num encontro que manteve, na Vida Pacífica, com moradores da urbanização, na sequência de reclamações de que tomou conhecimento de utentes agastados com um rol de problemas com que se debatem, entre os quais a má qualidade da água e a irregularidade no abastecimento do precioso líquido.
“Estamos aqui para vos passar a mensagem da verdade”, declarou o governador Sérgio Rescova, que disse ser o Fundo Internacional Chinês (CIF) o “dono” da Vida Pacífica, que deve, por esta razão, velar pela sua manutenção.
O governador da província de Luanda disse aos moradores presentes no encontro que o Estado, que é pessoa de bem, está a fazer o seu papel, que é tratar do saneamento básico e da saúde pública, que “estão à vista de todos”, com o objectivo de prevenir enxurradas resultantes de chuvas típicas do mês de Abril que se avizinha.
“Desentupimos fossas, retirámos as águas que se encontravam estagnadas e vamos continuar a fazer esse trabalho, porque é da nossa responsabilidade”, acentuou o governador de Luanda, apelando aos moradores da Vida Pacífica para terem auto-controlo, com o argumento de que “o comportamento errado de uma pessoa pode prejudicar todos”.
O apelo de Sérgio Rescova deve-se à divulgação de imagens de águas paradas na urbanização Vida Pacífica, na sequência das últimas chuvas que caíram em Luanda, feitas supostamente por moradores da urbanização.
“Mandar vídeos, podem mandar, mas devem saber separar as águas”, observou o governador da província de Luanda, que acentuou ser necessário que os moradores saibam qual é o papel do Governo Provincial de Luanda e o do proprietário dos edifícios. “O morador sabe como veio parar aqui”, acrescentou Sérgio Rescova.
Sobre a água que os moradores da Vida Pacífica alegam ser imprópria para o consumo, o governador da província de Luanda disse que a Empresa Pública de Águas (EPAL) aconselha que não deve ser consumida.
Um morador do Muxima Moxi, situado junto à urbani zação Vida Pacífica, esteve presente na reunião para perguntar ao governador sobre as razões que estão na origem da falta de água potável e de energia eléctrica no seu bairro.
Sérgio Rescova respondeu que, embora o bairro não esteja urbanizado, o Governo Provincial de Luanda e a Administração Municipal de Viana vão procurar encontrar uma solução.
Ainda ontem, o governador Sérgio Rescova manteve um encontro com a empresa Promoinveste, que faz a gestão dos parques de estacionamento. Amanhã passa a cobrar 50 kwanzas a hora.

 

 

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