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Vias exclusivas para autocarros

Nilza Massango |

A província de Luanda vai ter este ano vias de circulação rodoviária exclusivas para os transportes públicos colectivos, um projecto que surge na sequência da entrada em operação comercial, em breve, de 240 novos autocarros adquiridos pelo Executivo.

Higino Carneiro orientou a reunião que abordou os projectos ligados à mobilidade urbana
Fotografia: João Gomes | Edições Novembro

A informação foi avançada ontem, em Luanda, pelo director do Gabinete Provincial de Transportes, Tráfego e Mobilidade Urbana, Amador Campos, depois de uma reunião ordinária presidida pelo governador Higino Carneiro, na sede do Governo da província de Luanda. O projecto das vias de circulação dedicado aos transportes públicos colectivos é do Governo da província de Luanda e prevê a implementação de seis faixas exclusivas para os transportes públicos colectivos. Essas vias vão ser implementadas em Viana, Samba, Avenida 21 de Janeiro, Benfica, Cacuaco e Golfe. 
Amador Campos disse que o projecto foi apresentado ao Conselho de Coordenação Estratégica de Luanda e já está aprovado. Neste momento, está em estudo o modelo de pagamento à empresa que vai executar as obras. São cerca de 300 quilómetros de faixas exclusivas para os transportes públicos.
Sobre os novos autocarros, cuja operacionalização está a cargo da empresa de Transporte Colectivo Urbano de Luanda (TCUL), Amador Campos disse que começam a circular dentro de poucos dias. A directora do Gabinete Provincial de Estudos, Planeamento e Estatística, Bernardete D\'Alva, afirmou que o Governo da província de Luanda teve um orçamento inicialmente aprovado de 20 mil milhões de kwanzas em relação ao Programa de Investimento Público (PIP) de 2017, corrigido para 30 mil milhões, devido aos projectos de revitalização dos eixos viários. Bernardete D\'Alva informou que foram já executados 7.700 milhões de kwanzas. Dos 259 projectos inscritos no PIP do Orçamento Geral de Estado de 2017 para a província de Luanda, 75 foram aprovados havendo, actualmente, uma execução de 25 por cento.
Entre os projectos aprovados e que podem ser concluídos ainda este ano, estão a construção de dois hospitais distritais, um na Barra do Cuanza e outro no Zango, com uma execução física de quase 75 por cento, escolas, postos policiais e a reabilitação de vias.
Para 2018, o orçamento pode manter-se, e numa visão optimista possibilitar alguns projectos novos, a contar também com financiamentos internos e externos.
A responsável avançou que as administrações municipais já trabalham  há alguns meses sobre como aplicar as receitas públicas, aguardando apenas pelo trabalho que está a ser feito pela Administração Geral Tributária (AGT) do Ministério das Finanças para a alocação desses fundos a projectos comunitários.

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