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Advogados recebem licença para o exercício da profissão

Victorino Matias | Dundo

O Conselho da Ordem dos Advogados Angolanos da Região Leste do país atribuiu, ontem , licença a 12 advogados da Lunda -Norte para o exercício da profissão, num acto orientado pela presidente do órgão, Josefina Samuel.

Fotografia: Dr

Entre os advogados credenciados, sete receberam cédulas definitivas e cinco têm licenças provisórias que os habilitam a exercer a profissão dentro e fora da província. Actualmente a província conta com 39 profissionais de advocacia, dos quais 18 são estagiários.

Na ocasião , a responsável do Conselho da Ordem dos Advogados da Região Leste fez saber que a instituição que dirige está a analisar oito processos para a atribuição de licenças provisórias a profissionais estagiários. Sem avançar a data em que será decidida a entrega ou não das cédulas para o exercício da actividade, Josefina Samuel frisou que, com o aumento do número de advogados na Lunda- Norte, muitas questões de foro criminal que estão emperradas na Justiça poderão ser tratadas com celeridade.
“A nossa meta é termos um universo de 500 advogados a funcionar na Região Leste, concretamente na Lunda-Sul, Moxico e Lunda-Norte, assim como dotarmos a população local de cultura jurídica”, frisou. />Josefina Samuel exortou aos novos advogados a “pautarem-se pela boa conduta e ter sigilo profissional”, factores que os devem guiar ao longo da carreira de advocacia. “Esta profissão é nobre. Não devem pensar que vão enriquecer com esta actividade. Terão casos em que as contrapartidas financeiras não serão por aí além e levarão muito tempo para a sua resolução ”, advertiu aos novos profissionais.
A responsável ressaltou a importância que os advogados têm na sociedade, sustentando que a profissão nasceu da necessidade de se defender os fracos e os justos. Lembrou que a advocacia foi primordialmente exercida por homens que se nortearam pelo espírito de servir a verdade, o direito e a justiça, “os três grandes pilares em que assentam até hoje a dignidade da profissão”.
Em declarações ao Jornal de Angola, à margem do evento, o advogado estagiário Carlos dos Santos disse que a cédula é um desafio na vida dos quadros que se propõem trabalhar em prol do direito e da justiça.

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