Províncias

Água canalizada chega ao Dundo

João Silva | Dundo

Mais de 600 mil habitantes da cidade e bairros periféricos do Dundo vão, dentro de um mês, passar a ter água potável, anunciou, no sábado, o administrador da empresa responsável pelas obras de recuperação dos sistemas de captação.

Angolanos e chineses trabalham dia e noite para o restabelecimento do fornecimento de água à cidade do Dundo
Fotografia: Benjamim Cândido | Dundo

Mais de 600 mil habitantes da cidade e bairros periféricos do Dundo vão, dentro de um mês, passar a ter água potável, anunciou, no sábado, o administrador da empresa responsável pelas obras de recuperação dos sistemas de captação.
Neste momento, disse, decorrem os trabalhos de recuperação e aplicação de novos equipamentos nas captações de água do Mussungue e Cazunda, que funcionam há mais de 35 anos, e a abertura de canais para as tubagens.
Estes trabalhos começaram, aproximadamente, há um ano passado e estão a ser acompanhados com a construção de chafarizes para permitir uma melhor distribuição da água.
A captação do Mussungue vai dispor de cinco novas bombas, com capacidade de bombear 300 metros cúbicos de água por hora. Destas, apenas três vão funcionar. As outras servem de reserva.
Para o centro de produção de Cazunda, a empresa tem disponíveis duas bombas e igual número de tanques reservatórios de 12.500 metros cúbicos, numa altura em que as antigas se encontram em recuperação.
Prevê-se que em Julho a obra esteja parcialmente concluída.
O director provincial da Energia e Aguas da Lunda-Norte disse que, pelo número estimado de consumidores, a capacidade prevista de produção anda à volta de dez mil metros cúbicos por dia.
André Camilo mostrou-se satisfeito com o andamento das obras de produção, tratamento e distribuição de água potável às populações do Dundo, com a conclusão de condutas numa extensão de três mil metros, entre as captações do Mussungue e Cazunda. Encontram-se igualmente concluídas as condutas de transporte, desde os reservatórios novos aos centrais, na zona do Museu do Dundo, numa extensão de quatro metros.
Também está em execução a nova rede de distribuição para as habitações, tendo sido lançados 13 mil metros de tubagem.

Expansão do projecto

André Camilo assegurou que o plano de abastecimento e distribuição de água potável vai continuar a ser expandido a todos os moradores e comunidade do Dundo.
O consumo médio diário por habitante vai ser de cerca de 860 litros de água, de acordo com os parâmetros recomendados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Tendo em conta os consumos por parte de indústrias nascentes e de outras actividades na região, o governo da província conta com o reforço da produção, estimada em mais de 30 por cento, o que corresponde a três metros cúbicos por dia.
O programa nacional, “Água para Todos”, na Lunda-Norte, começou em Fevereiro de 2008, desenvolvendo-se até 2012, no âmbito do projecto de produção e distribuição de água de qualidade nos nove municípios e comunas.
Neste momento, estão em execução os planos recuperação e construção de novos sistemas de abastecimento de água nas sedes municipais de Caungula, Cuilo, vila do Cafunfo, comunas de Luremo, Xinge e Luachimo. As captações dos municípios do Canzar, Camissombo, Lucapa, Camaxilo, Luangue, Muvulegi, Iongo, Cassange-Calucala e Lóvua constam dos projectos em execução de centros de produção e distribuição de água potável.

Populações satisfeitas

O regedor Satxindongo, nome que é igualmente atribuído à comunidade que liga Cassunda e Mussungue, manifestou satisfação pela obra e agradeceu ao governo da província os esforços para a melhoria da qualidade de vida das populações.
Dona Isabel Mafo, mãe de sete filhos, disse estar bastante feliz pelo facto de um dos chafarizes instalados no bairro estar mesmo a escassos metros de casa.  “Terei a vida mais facilitada, pois, deixo de percorrer grandes distâncias para ir buscar água e de pagar cerca de 500 kwanzas por dia, nos carros cisternas”.

Tempo

Multimédia