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Aumentam os casos de violência doméstica

João Silva | Dundo

A direcção provincial da Família e Promoção da Mulher da Lunda-Norte registou, durante o primeiro trimestre deste ano, 85 casos de violência doméstica, menos cinco em relação aos últimos três meses de 2012, informou o chefe de departamento da política familiar.

Falta de centros de aconselhamento dificulta a actividade da direcção Provincial da Famíla
Fotografia: Paulino Damião |

Solomone Vieira apontou o desemprego, o alcoolismo, o ciúme e o baixo nível cultural dos cônjuges, entre outras, como as principais causas de violência doméstica que, segundo o responsável, está a preocupar a direcção provincial da Família e Promoção da Mulher.
Os casos que deram entrada no departamento, precisou, foram solucionados com sucesso e recordou que nenhum destes terá sido encaminhado para o tribunal.
O chefe de departamento da política familiar sublinhou que o caso mais relevante de violência no lar registado no primeiro trimestre deste ano, foi de uma senhora que agrediu o esposo e esfregou-lhe gindungo nas vistas, o que considerou de um acto reprovável e condenável.
Em função do quadro actual que vem preocupando a direcção da Família e Promoção da Mulher, Solomone Vieira apelou as famílias a não incorrerem em actos de violência doméstica, por constituir um comportamento negativo no seio da sociedade, e chamou a atenção as pessoas para pautarem pelo diálogo. Informou que o estado actual das Mulheres na Lunda-Norte, no que diz respeito a igualdade de género, está a ganhar espaço, referindo que as mulheres também passaram a ocupar cargos de direcção nos mais variados sectores da vida pública e privada e aderiram a profissões que, até bem pouco tempo, eram exclusivamente exercidas por homens.
Como exemplo, o chefe de departamento da família apontou o caso de duas senhoras que ocupam o cargo de vice-governadora da província e outras duas que exercem as funções de administradoras municipais, além de directoras de instituições do Estado.
Destacou o papel que a classe feminina exerce a nível da província no concernente a promoção de acções sobre o empreendedorismo, nos mais variados domínios da actividade comercial, assim como a preocupação na superação constante do grau académico e profissional.
A direcção provincial da Família e Promoção da Mulher na Lunda-Norte enfrenta dificuldades e uma delas está relacionada com a falta de um centro de aconselhamento para atender os vários casos de violência doméstica que se registam diariamente.
A direcção queixa-se também da falta de meios rolantes para as deslocações dos técnicos para as zonas rurais dos demais municípios e comunas, visando facilitar a implementação dos planos de desenvolvimento das suas actividades.

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