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Autoridades criam base de dados para refugiados

As autoridades angolanas e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) vão fazer, ainda este ano, o levantamento do número real dos refugiados residentes na província da Lunda-Norte, para a criação de uma base de dados, com vista a permitir maior controlo dos mesmos, informou ontem a Angop, que cita o secretário de Estado para Acção Social, Lúcio do Amaral.

Província da Lunda-Norte alberga milhares de refugiados da RDC
Fotografia: Edições Novembro

O governante, que anunciou o facto após uma reunião com representantes do Acnur na Lunda-Norte, sublinhou que, a medida visa também avaliar a situação actual dos refugiados que se encontram fora do campo da região de Lóvua e saber quantos pretendem ficar no país.
As autoridades locais e o Acnur têm um registo de 3.064 refugiados da República Democrática do Congo, fora do campo de acolhimento do Lóvua. De acordo com Lúcio do Amaral, pretende-se contabilizar as pessoas para se saber onde estão e o que fazem, uma vez estarem a ser preparadas as condições necessárias para o efeito.
Por seu turno, o chefe dos escritórios do Acnur na Lunda-Norte, Chrispus Tebid, disse que após o levantamento serão atribuídos estatutos de exílio aos refugiados que decidirem permanecer em Angola.
O Acnur retomou, no passado dia 10, o processo de repatriamento voluntário dos refugiados da República Democrática do Congo, suspenso em Novembro de 2019, com o envio de 130 cidadãos à província de Kassai Ocidental, entre adultos e crianças.

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