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Autoridades atentas ao vírus do ébola

Isidoro Samatula| Dundo

O director Provincial da Saúde na Lunda Norte garantiu, no Dundo, estarem a ser criadas as condições logísticas e de segurança que permitam um melhor acompanhamento da vigilância epidemiológica, nos municípios que fazem fronteira com a República Democrática do Congo RDC), para fazer face a eventuais casos de ébola.

A nível das comunidades que vivem nas zonas fronteiriças já existem acções de mobilização para se manterem em estado de alerta
Fotografia: Isidoro Samatula

Buagica Muambelo informou que uma comissão da Saúde Pública e Controlo de Endemias vai deslocar-se, nos próximos dias, aos municípios de Cuilo, Caungula, Cuango, Cambulo e Chitato, que fazem fronteira com a RDC, para traçar estratégias de resposta imediata, caso haja suspeitas de sinais da epidemia nestas localidades.
“Existe um plano de contingência a nível nacional que visa reforçar as províncias que fazem fronteira com a RDC e outros países, nos quais há registo de casos de ébola,” esclareceu o responsável da saúde, que apontou ser necessário pôr imediatamente em prática as medidas cautelares a nível da província da Lunda Norte, tendo em conta o largo corredor fronteiriço com o país vizinho.
A nível das comunidades que vivem nas zonas fronteiriças já existem acções de mobilização e informação para se manterem em estado de alerta e vigilância máxima. O director provincial da Saúde disse que por se tratar de uma situação que preocupa o país, a vigilância deve ser multissectorial, envolvendo os Serviços de Migração e Estrangeiros, Polícia de Guarda Fronteira, direcção provincial da Família e Promoção da Mulher, autoridades tradicionais e igrejas, de modo a dar maior eficácia às acções de sensibilização da população e garantir maior fiscalização.
As administrações municipais também devem desempenhar um papel de fiscalização das zonas fronteiriças e na aquisição de materiais de biossegurança para controlar qualquer caso que possa ocorrer a nível destas localidades.“Vamos continau a redobrar os esforços  para não sermos surpreendido”,  disse. Buajica Mumabelo destacou o papel interventivo do departamento da Saúde Pública e da Vigilância Epidemiológica neste processo e disse esperar os apoios necessários da representação da Organização Mundial de Saúde, para se intensificarem as acções de vigilância em todas as localidades fronteiriças e se evitar a entrada, em território nacional, de pessoas infestadas com o vírus.

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