Províncias

Autoridades da Lunda Norte punem enfermeiros corruptos

Isidoro Samutula | Dundo

O técnicos de enfermagem, da Lunda Norte, que continuarem a cobrar aos pacientes, por uso de material hospitalar, adquirido pelo Governo, correm o risco de ser expulsos do sector, avisou ontem, na cidade do Dundo, o director provincial da Saúde.

Fotografia: Jaimagem

José Gimi Nhunga salientou que os referidos equipamentos são comprados pelo Estado para as unidades sanitárias garantirem a assistência médica e medicamentosa gratuita à população, não havendo, por isso, necessidade de os técnicos de enfermagem cobrarem a utilização do material.
O director provincial da Saúde salientou que a medida surge do facto de, nos últimos tempos, verificar-se muitos casos de enfermeiros com práticas indecorosas no exercício da actividade, sobretudo, por estarem a vender medicamentos e a dedicarem pouca atenção no atendimento aos pacientes sem dinheiro.
O responsável referiu que a enfermagem é a ciência de cuidar o indivíduo nas suas necessidades básicas. Por esta razão, José Gimi Nhunga acrescentou que a enfermagem moderna está a evoluir e de forma dinâmica, sendo necessário que os técnicos sejam competentes e comprometidos com os cidadãos, de modo a evitar-se algumas práticas indecorosas que enfermam a classe e que têm impacto na vida e na saúde dos pacientes.
Gimi Nhunga reafirmou que existem muitas reclamações sobre essas práticas, nada abonatórias para o exercício de enfermagem, devendo os protagonistas reflectir profundamente no mal que têm causado aos pacientes, que precisam de cuidados e que, por falta de uma boa conduta dos enfermeiros, correm risco de vida.
“Muitos alegam o momento actual da conjuntura económica do país, mas esquecem-se que as dificuldades são para todos e que, com os poucos recursos que temos, podemos aliviar realmente o sofrimento dos nossos pacientes, a partir do espírito de ajuda e solidariedade, entrega e comprometimento”, disse.

Código de conduta

O director provincial referiu que a enfermagem tem um código de conduta e ética, onde espelha a postura real do enfermeiro, sublinhando que não basta usar a bata ou terminar o curso, mas é necessária a humanização dos enfermeiros, para evitar certas práticas que acontecem e envergonham a classe.
O responsável provincial apelou à Inspecção da Saúde e à Ordem dos Enfermeiros para agirem de forma rigorosa, tomando medidas para com os enfermeiros que envergonham a classe. “Temos muitos bons profissionais, mas os de má condutam acabam por manchar o trabalho de todos”, lamenta.
Neste sentido, Gimi Nhunga apelou aos que pretendem ingressar na profissão para se inscreverem na Ordem dos Enfermeiros, por ser uma obrigatoriedade para o exercício legal da profissão.

Tempo

Multimédia