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Autoridades relançam a pesca artesanal para contribuir no combate à pobreza

Isidoro Samutula | Dundo

O director da Agricultura e Desenvolvimento Rural e Pescas anunciou no Dundo, o programa de recuperação dos centros piscícolas do Bairro Novo e Kundueji, para o relançamento da pesca artesanal na província da Lunda-Norte.

Anualmente os níveis de captura na Lunda-Norte atingem milhares de toneladas de peixe
Fotografia: Jornal de Angola

O director da Agricultura e Desenvolvimento Rural e Pescas anunciou no Dundo, o programa de recuperação dos centros piscícolas do Bairro Novo e Kundueji, para o relançamento da pesca artesanal na província da Lunda-Norte.
José Mendes disse que a recuperação dos centros piscícolas tem uma parceria público-privada, com a empresa Kapelongo, que vai montar, também, os centros para a reprodução de peixes em tanques especiais, com controlo de temperatura e salinidade de água e outros cuidados, para posterior distribuição aos produtores.
Com esta pareceria, garantiu, três mil famílias vão ser apoiadas na formação e com meios de trabalho, para facilitar a definição de políticas de desenvolvimento e acompanhamento da pesca artesanal.
“Os investimentos visam relançar a actividade piscatória, pois a província da Lunda-Norte tem abundantes recursos hídricos, que é preciso aproveitar para a província contribuir no programa do Executivo de combate à pobreza”, disse o responável da gricultura, José Mendes.
Com o relançamento da pesca artesanal foram adquiridas, pela Direcção da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, 100 embarcações a motor e 94 a remos, distribuídas às associações de pesca. Na província da Lunda-Norte existem 121 unidades de pesca, com 968 associados, informou José Mendes, que considera este número “muito baixo” relativamente à extensão territorial e aos recursos hídricos disponíveis.: “pretendemos aumentar o número de associados e, por isso, estamos a sensibilizar a população para aderir à actividade piscatória”, sublinhou.
Anualmente, disse, os níveis de captura na Lunda-Norte atingem as 169.400 toneladas de peixe, mas argumentou que com a modernização que se pretende no sector, estes números podem aumentar nos próximos anos. Os municípios do Capenda Camulemba, Xá Muteba, Lubalo, Caungula, Cuilo e Cuango são os mais produtivos.
“Estamos a trabalhar para a criação de associações em todos os municípios, para facilitar a prestação de informações sobre os novos rumos da actividade de pesca”, disse o director das Pescas, apelando para o respeito peça reprodução dos peixes, evitando capturas anárquicas.

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